Copa do Mundo e Olimpíada abrem terreno para cloud computing no Brasil

Copa do Mundo e Olimpíada abrem terreno para cloud computing no Brasil

O sistema de computação em nuvem já está bem consolidado nos Estados Unidos, onde mais da metade das empresas já utiliza o serviço em sua rotina. Mas, na América Latina, a realidade é outra. Para avançar nesse cenário, o Brasil se tornou líder na implementação do serviço.

De acordo com pesquisa realizada pela consultoria IDC no início deste ano, 18% das empresas de médio e grande porte nacionais já haviam aderido à tecnologia de nuvem. Estima-se que, até o fim do ano, esse número chegue a 35%. Em contrapartida, os demais países do continente se mantêm distantes do serviço de cloud computing. Apenas 14,5% das companhias têm acesso a essa plataforma ou planejam investir nela.

Enquanto isso, o Brasil aproveita as vantagens que surgem com a utilização da nuvem, principalmente entre as companhias de pequeno e médio porte. O serviço de cloud computing oferece melhor custo-benefício em implementação e manutenção, economia de energia elétrica e possibilita competição com empresas grandes quando o assunto é estrutura tecnológica. Logo de início, o principal alvo do uso da nuvem nas empresas brasileiras é o e-mail, seguido pelo backup de dados online.

O mercado nacional sofre, no entanto, com a carência de mão de obra qualificada para essa tecnologia. Um estudo feito pela IDC aponta que há crescente demanda por profissionais de TI no Brasil, mas que o país não tem conseguido cobrir.

Entre as principais tendências que motivam esse aumento na procura por profissionais capacitados estão os investimentos em TI por conta da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada 2016, e a maior conectividade baseada em nuvem. Em 2011, o Brasil sofreu com uma lacuna de quase 40 000 profissionais de rede, procurados para desenhar, planejar e administrar tecnologias de rede. A projeção é que essa lacuna aumente.

O número de vagas deve continuar alto. Para 2015, estão previstas 363 584 oportunidades no país.

Clique aqui e sabia mais