Conexão sul-americana de fibra óptica pode baratear custos

A economia prevista durante a reunião de ministros da Cosiplan, 'é de 30% a 40% dos custos atuais com uma rede de interconexão direta' entre os países-membros

Assunção – A economia de entre 30% e 40 % dos custos de comunicações é um dos objetivos do projeto de interconexão de fibra óptica impulsionado pela União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

Cecilio Pérez, ministro de Obras Públicas do Paraguai, país que exerce a presidência temporária do bloco formado por 12 países da região, disse que o Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento (Cosiplan) da Unasul definiu nesta sexta-feira um ‘Mapa do Caminho’ para que essa ideia se torne realidade em três anos.

‘Queremos que o cidadão comum tenha direito a acessar à internet como qualquer outro de um país de Primeiro Mundo’, afirmou Pérez.

Acrescentou que a economia prevista durante a reunião de ministros da Cosiplan, realizada em Assunção, ‘é de 30% a 40% dos custos atuais com uma rede de interconexão direta’ entre os países-membros: Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

‘Dentro da Cosiplan temos 88 projetos e 31 deles integram uma agenda prioritária e dentro desta está a rede de fibra óptica’, detalhou ao destacar a rapidez com que a ideia avançou depois de sua apresentação formal em 29 de novembro do ano passado em Brasília.

Pérez explicou que a ideia ‘é que cada país possa conectar-se com sua estrutura atual com os vizinhos’ e, apesar de o projeto admitir apenas operadoras públicas, o setor privado poderá participar, embora este aspecto ainda não esteja definido.

O ministro comentou que esses e outros detalhes serão debatidos na próxima reunião técnica, prevista para junho, antes de um novo encontro de ministros de Infraestrutura e de Comunicação programado para setembro.

O projeto de integração tecnológica prevê um cronograma de tarefa para os diferentes grupos especializados e os tempos de consecução dos objetivos vão de um mês a 36 meses para que a interconexão esteja plenamente completa.

Na etapa inicial está prevista a identificação das redes estatais e privadas (nos países que possuam entes públicos), de tráfego, demandas, cabos interoceânicos, modelo de negócios, de segurança e geração de conteúdos.

Com relação a este último aspecto, o ministro de Comunicação paraguaio, Augusto dos Santos, propôs a interconexão dos meios públicos em uma plataforma que inclua também rádios populares, comunitárias e educativas para chegar às áreas mais isoladas da América do Sul.