Como usar o data center sem gastar muita energia

Veja seis tendências da indústria para tornar os data centers mais eficientes

E-mails, dados de clientes, planilhas e serviços online que nunca podem ficar fora do ar. A quantidade de dados que pequenas e médias empresas precisam armazenar em suas centrais de dados não só aumenta os gastos com a compra e a manutenção de servidores, como os gastos com energia. De acordo com um estudo feito pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, eles representaram, no ano passado, 36% dos gastos de um data center. Dois anos antes, esse percentual era de 20%. 

Segundo a análise, ao mesmo tempo em que os preços de novas máquinas caem, os gastos com a energia necessária para alimentá-las e resfriá-las da forma adequada crescem exponencialmente. A notícia é ruim para as empresas, que precisam desembolsar mais recursos, e um desafio para o meio ambiente, uma vez que, para produzir mais energia, é preciso queimar mais hidrocarbonetos em termelétricas e alagar grandes áreas para a construção de novas hidrelétricas.

Hoje em dia, uma das formas mais eficazes de economizar energia com os data centers é terceirizando-os. Isso porque as operações em larga escala dos grandes fornecedores permitem que eles melhorem a eficiência energética de suas centrais de dados. A seguir, seis tendências da indústria para tornar os data centers mais eficientes:

1. Vários servidores em um
Com o uso de softwares capazes de criar máquinas virtuais, em vez de um servidor físico rodando Windows Server, outro Linux e um terceiro para aplicações baseadas em Mac OS, os sistemas são simulados em um único equipamento. Graças a essa tecnologia, a capacidade ociosa dos servidores é reduzida, assim como o número de máquinas necessárias para fazer o sistema operar

2. Ambiente mais fresco
De acordo com a consultoria IDC, a refrigeração correta diminui os gastos com ar-condicionado em até 40%. Nesse caso, é preciso colocar a saída de ar frio próxima aos servidores virtualizados (que aquecem mais) e deixar espaços adequados para que o ar circule, resfriando todo o ambiente

3. Uso do ar
Uma das técnicas verdes mais comuns é permitir que o ar noturno (mais fresco) seja capturado e lançado para dentro do ambiente dos data centers, diminuindo o consumo de energia durante os meses mais gélidos. O bom uso dessa técnica levou algumas companhias de internet a criar data centers em regiões como a Sibéria, na Rússia, como forma de economizar custos com ar-condicionado

4. Uso da água (reaproveitada)
Na cidade de Saint-Ghislain, na Bélgica, uma grande central de dados é refrigerada por dutos de água fria – reaproveitada ou não –, que, ao entrar em contato com os servidores, absorvem seu calor. A tecnologia também é usada em centrais americanas para reduzir a necessidade de ar-condicionado

5. Uso da energia das ondas
Grandes data centers justificam investimentos em fontes de energia alternativas, como a instalação de cata-ventos e painéis solares. Há, ainda, formas mais inovadoras de obter energia, como por meio do movimento das ondas do mar ou de pistões flutuantes no oceano. Nesse último caso, o uso do recurso só faz sentido se o data center ficar próximo ao litoral

6. Aquisição de servidores novinhos
A indústria de tecnologia tem criado processadores com mais eficiência de energia e softwares com menor necessidade de processamento de dados. Assim, adotar servidores mais novos é uma forma simples de consumir menos eletricidade