Como funciona o Disney+, novo rival da Netflix

Segundo portais americanos, Disney+ é uma versão mais específica da Netflix

São Paulo – O serviço de transmissão online de filmes e séries da Disney, que chegará para os Estados Unidos em novembro, já foi liberado para a imprensa americana e novos detalhes sobre a plataforma digital foram revelados. Após a D23, convenção bienal de fãs que acontece na Califórnia, a companhia exibiu, pela primeira vez, a interface do Disney+. As análises da mídia internacional mostram similaridades com os serviços Hulu e Apple TV, que possuem categorias mais separadas e organizadas.

De acordo com o site americano The Verge, os usuários perceberão imediatamente que esse é o principal contraste entre a plataforma recém-chegada da empresa fundada por Walt Disney e a Netflix, pioneira no mercado de transmissão via internet. A página inicial de ambas é bem diferente: enquanto a Disney deixa tudo mais organizado para que o usuário já saiba exatamente onde quer clicar, a Netflix sugere diversos conteúdos – nem sempre similares um com o outro – logo de cara e de maneira chamativa.

Vale lembrar, porém, que a Netflix tem 4 mil filmes e 1.500 séries em sua plataforma nos Estados Unidos – o catálogo varia de país para país, mas os números não destoam , enquanto o Disney+ terá 500 filmes e 7 mil episódios individuais de séries no dia seu lançamento.

Michael Paull, o presidente do serviço, disse para o The Verge que eles planejaram uma interface que fosse simples e elegante. “Nós queremos que seja fácil. Não queremos que o serviço seja mais atrativo do que o conteúdo que ele traz”, informou Paull. Além dessa diferença visual, a proposta de ambas também diverge uma da outra: enquanto a Disney se esforça para agradar o seu público já existente, a Netflix continua explorando novos gêneros, produções originais e expandindo o seu catálogo em diversos países.

A página inicial do Disney+ apresenta, na parte superior, as categorias dos seus principais catálogos: Walt Disney Studios, Pixar, Marvel, Star Wars e National Geographic. Clicando nelas, o usuário é direcionado apenas para as produções audiovisuais de cada marca. Logo abaixo, existe uma fileira de recomendação que é similar ao que a Netflix faz. O usuário pode passar para o lado e observar filmes e séries que foram escolhidos pela plataforma para ele, com base em seu histórico. Não é só essa fileira, porém, que a interface lembra a da Netflix: os destaques na página frontal também estão presentes, assim como a fileira de “Continue assistindo”. Confira abaixo a página inicial do Disney+:

 (Disney/Divulgação)

O restante da plataforma será parecido com as demais. O usuário poderá ter até sete perfis em uma mesma conta e escolher se o perfil será ou não destinado para crianças – ainda que o conteúdo mais violento e agressivo da plataforma deva possuir, no máximo, classificação indicativa PG-13. No Brasil, isso seria o equivalente a conteúdos inapropriados para menores de 12 ou 14 anos. Os perfis infantis não terão filmes como Vingadores: Ultimato, por exemplo. A interface será mais visual do que textual, destacando as fotos de personagens ao invés dos títulos das produções.

O produto chega para os Estados Unidos em novembro desse ano, com mensalidade de 7 dólares, e em 2020 para a América Latina.