Cientistas matam animal de 507 anos durante estudo

Pesquisadores o mataram na tentativa de abrir o molusco para estudar detalhadamente a espécie e precisar sua idade até então misteriosa

São Paulo – Durante um estudo, um grupo de cientistas matou o animal mais antigo do mundo encontrado vivo. O animal apelidado de Ming era um tipo de molusco e tinha 507 anos quando foi descoberto.

Ming era um bivalve islandês cujo nome científico é Arctica islandica. Quando foi descoberto em 2006, os cientistas calcularam que ele tinha 405 anos. Essa idade já o fez entrar para o Guinness, o livro dos recordes.

Após analisar novamente os dados coletados na época, os pesquisadores descobriram que, na verdade, Ming tinha 507 anos. Em outras palavras, a idade significa que o molusco era apenas um recém-nascido quando Cristóvão Colombo descobriu a América.

Ming deixou esse mundo após 507 anos, quando pesquisadores o mataram na tentativa de abrir o molusco para estudar detalhadamente a espécie e precisar sua idade até então misteriosa.

A confusão para precisar a idade aconteceu porque para calcular os anos de vida, os anéis em sua concha precisam ser contados. Como o molusco tinha uma idade muito avançada, alguns anéis estavam comprimidos. Com ajuda do carbono-14, os cientistas calcularam com maior precisão a idade de Ming. A margem de erro, agora, é de dois anos para mais ou para menos.

A única explicação para a grande longevidade parece estar no metabolismo, com baixo consumo de oxigênio. É como se o molusco vivesse em câmera lenta.

E as pesquisas com Ming ainda não acabaram. Agora, os cientistas pretendem usar o molusco para estudar as mudanças climáticas que ocorreram no planeta desde 1500.