Campus Party: Hacker do GitHub explica crescimento da ‘rede social’ de desenvolvedores

Empresa cresceu graças ao fator 'coletivo' e ao próprio serviço de hospedagem de projetos mantido por ela; modelo de gestão diferente também foi primordial

Em palestra realizada no quinto dia de Campus Party, o hacker Aidan Feldman, do GitHub, explicou aos campuseiros como a colaboração ajudou no crescimento da empresa. Fundada em 2008, a companhia tem hoje 245 funcionários – e muito de seu sucesso se deve a esse fator “coletivo” e ao próprio serviço de hospedagem de projetos.

O GitHub funciona como uma “rede social” de desenvolvedores, que podem enviar seus projetos, além de “copiar” os alheios e trabalhar em cima, em versões colaborativas. Os repositórios de código contam milhares de colaboradores, que enviam suas próprias atualizações e formam uma grande comunidade de compartilhamento de software.

Segundo Feldman, conforme o GitHub cresceu, precisou se adaptar ao fato de seus funcionários ficarem espalhados por todo o mundo – as mais de duas centenas deles ficam em 99 cidades diferentes. “Nós precisamos criar algo para colaborarmos uns com os outros remotamente”, disse o hacker. E o próprio site mantido pela empresa foi o escolhido para isso.

Durante a apresentação, o hacker deu diversos exemplos de como a plataforma é versátil para gerenciar de tudo dentro da companhia. Além de permitir que os funcionários trabalharem juntos em projetos, mesmo estando em diferentes países, ela ajuda até mesmo a encontrar novos colaboradores. “Eu mesmo utilizava o serviço antes de ser contratado por ele”, afirmou Feldman, que também atribuiu o crescimento do GitHub ao grupo de usuários “fanáticos” no qual ele se encaixa.

Gestão – A palestra serviu também para o hacker explicar como funciona a gestão da empresa, bem diferente das tradicionais e também parte essencial do crescimento dela. De acordo com ele, não há “líderes”, e os gerentes são responsáveis apenas por dar a maior parte do feedback aos outros funcionários. Há também liberdade para todos desenvolverem seus projetos e darem ideias de outros novos, inclusive de mudanças na estrutura da companhia.

O modelo ainda é muito baseada na confiança e na cultura de feedback desenvolvidas no GitHub. “É algo difícil de explicar”, disse Feldman já no final da apresentação, explicando que esse sistema não necessariamente funcionaria em outras companhias. De acordo com ele, isso dá certo na própria companhia porque ela foi estruturada dessa forma – o que não é necessariamente o caso de outras, mais tradicionais.