Movimento contra a Copa domina redes sociais, mostra análise

Em uma semana de análise, agência de comunicação viu amplo domínio da hashtag #NãoVaiTerCopa sobre a #VaiTerCopaSim; movimento contrário é bem mais politizado

Popularizada desde os protestos do meio do ano passado, a expressão (e consequente hashtag) “Não vai ter Copa” ainda povoa as redes sociais. Mas o quanto essa manifestação ainda se faz presente agora que o evento está mais próximo e o “Vai ter Copa sim” ganhou apoio? Bastante, segundo uma análise feita pela A2 Comunicação e entregue com exclusividade a INFO.

A agência analisou a movimentação no Twitter e no Instagram na semana do dia 7 ao dia 14 de abril. E a principal conclusão foi de que, ao menos em termos de hashtags na rede de microblogs, o movimento contrário ao mundial de futebol é bem mais forte do que aquele que apoia a realização: foram 1.148 tuítes com #NãoVaiTerCopa, contra apenas 496 com #VaiTerCopaSim, segundo o estudo. Já no Instagram, a situação já foi quase invertida: o #VaiTerCopaSim teve 150 menções, contra 146 do #NãoVaiTerCopa

O motivo para o domínio do movimento negativo no Twitter foi a discussão sobre a realização de uma CPI da Petrobrás, o que mostra que essa manifestação contrária à Copa do Mundo de fato tem um viés bem político. Já a quantidade até expressiva de comentários favoráveis ao Mundial tem uma justificativa: o lançamento do álbum oficial, sucesso estrondoso de vendas nas bancas pelo Brasil – e presença quase certa nas fotos no Instagram.

Aliás, como a própria A2 ressaltou, vale lembrar a “Turma da Zueira” está sempre presente e que nem todo uso de hashtag é sério. Tanto que a #NãoVaiTerCopa até apareceu em comentários sobre a refinaria de Pasadena, mas também foi vista em reclamações sobre a nova e contestada novela do autor Manoel Carlos. E a #VaiTerCopaSim pode ter ganhado um bom impulso graças à popular página no Facebook que carrega esse nome.

De qualquer forma, confira no infográfico abaixo, passado pela agência, alguns outros detalhes sobre a análise.