Brasileiros criam Netflix para quadrinhos

Cosmic pagará os artistas proporcionalmente e terá leitura ilimitada, mediante assinatura

São Paulo — Existem plataformas de streaming para vários tipos de mídia, como o Netflix, para filmes e séries, o Spotify, para músicas, e até algumas de mídias mais específicas, como o CrunchyRoll, que se especializa em anime. Dois brasileiros, Ramon Cavalcante e George Pedrosa, criaram uma plataforma similar, o Cosmic, com ênfase em revistas em quadrinhos.

De acordo com Pedrosa, o maior problema são os custos de gráfica e distribuição, que, somados, podem chegar a representar 50% do valor de um produto final. Isso torna os quadrinhos, como fonte de lazer, algo financeiramente inviável. Nas palavras de Pedrosa, “você provavelmente gastaria bem mais para passar duas horas lendo quadrinhos do que para ver um filme com a mesma duração”.

O serviço funcionará de forma ilimitada, da mesma forma que o Netflix. Mediante uma assinatura de 15,90 reais, os usuários poderão ler um número ilimitado de obras, dentre as disponíveis. Os autores receberão 70% do valor da assinatura, enquanto 30% irão para o próprio Cosmic. Cada autor recebe uma parte proporcional à quantidade de obras lidas pelo usuário.

O leitor de quadrinhos é gratuito e está disponível para Windows, Linux, Mac OSX e Android. Por enquanto há apenas por volta de 50 quadrinhos de autores brasileiros, como Morphine, Magra de ruim e Mayara e Annabelle. Com o tempo, mais acordos deverão ser feitos para diferentes obras.