Brasil pode ter 100 milhões de objetos conectados em 2025

Hoje, mostra a pesquisa, o País tem cerca de 20 milhões de objetos conectados

São Paulo – Uma das grandes tendências da tecnologia, a Internet das Coisas pode ter uma adoção lenta no Brasil: segundo estudo da consultoria Teleco revelado nesta segunda-feira, 21, o País pode ter 100 milhões de objetos conectados até 2025.

O número poderá ser maior caso barreiras regulatórias e tributárias sejam reduzidas, de acordo com a consultoria. Sem esses entraves, o número de objetos conectados poderia chegar a 200 milhões em nove anos.

Hoje, mostra a pesquisa, o País tem cerca de 20 milhões de objetos conectados – alguns, no entanto, ainda têm baixa complexidade de conexão, como os 5,8 milhões de carros com sistema de pagamentos de pedágio integrado.

“Há áreas que têm conectividade há muitos anos, mas agora elas precisam ser colocadas em um sistema central”, avalia Tude. Segundo o relatório, a previsão é de que o País tenha 22 milhões de carros conectados em 2025, caso a situação regulatória não se altere.

Para Tude, o Brasil não está atrasado ou adiantado em relação à Internet das Coisas, mas pode ter um crescimento lento nos próximos anos. “Precisamos rever nossa regulação, especialmente no que diz respeito aos custos de manutenção de uma linha pelo Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel)”, diz.

Trata-se de uma taxa de R$ 13,41 paga pelas operadoras ao governo todos os anos para manter cada linha ativa. “Se cada objeto conectado tiver uma linha diferente, isso pode afetar o custo de instalação da tecnologia”, explica.

Na mão.

Os dados do estudo conduzido pela Teleco não incluem smartphones nem tablets – o que acontece em levantamentos globais feitos por consultorias como a Gartner, que projeta 21 bilhões de objetos conectados em todo o mundo até 2020.

“Sentimos a necessidade de fazer um estudo que demonstrasse o potencial do Brasil nessa área”, diz Eduardo Tude, presidente da Teleco. Para ele, no entanto, mais do que a quantidade de objetos conectados, é também preciso considerar se eles estarão no mesmo sistema.

“Um objeto conectado é capaz de coletar informações. Porém, se ele não está integrado para usar essas informações, o avanço é bem pequeno”, diz Tude.

De acordo com o executivo, é por causa disso que smartphones e tablets ficaram de fora do levantamento. O mesmo vale para a automação industrial: fábricas inteiras foram consideradas pelo estudo como apenas um objeto conectado, uma vez que, “por questões de segurança, muitos aparelhos acabam sendo plugados apenas em redes internas de informação”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.