Bancos centrais criam centro de inovação para estudar novas tecnologias

O objetivo do centro é melhorar o funcionamento do sistema financeiro global e desenvolver ideias sobre as novas tecnologia que afetam os bancos

Zurique — Bancos centrais lidando com tecnologias financeiras que mudam rapidamente e empresas como o Facebook, que estão entrando no setor financeiro, buscarão trabalhar juntos de forma mais próxima por meio de um centro de inovação aprovado no domingo pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês).

O BIS disse que a intenção do centro, cuja sede será em Basel, Hong Kong e Cingapura, é melhorar o funcionamento do sistema financeiro global e identificar e desenvolver ideias sobre as tendências de tecnologia que afetam os bancos centrais.

O plano do Facebook de expandir para o setor de pagamentos e lançar sua própria criptomoeda, a libra, não foi mencionado na declaração do BIS, mas a iniciativa da gigante de mídia social ajudou a cristalizar a opinião dos bancos centrais sobre a urgência de coordenar respostas regulatórias às tendências tecnológicas financeiras.

“A revolução da tecnologia da informação não tem fronteiras e, portanto, tem repercussões em vários locais simultaneamente”, disse o presidente do BIS, Jens Weidmann, em uma declaração após a decisão de criar o centro em uma reunião do conselho do banco.

O centro vai se concentrar em ajudar os bancos centrais a “identificar tendências relevantes na tecnologia, apoiar esses desenvolvimentos onde isso for consistente com seu mandato e manter-se atualizado dos requisitos regulatórios, com o objetivo de proteger a estabilidade financeira”, acrescentou.

Os detalhes sobre o centro são limitados, e o BIS disse que não podia fornecer mais informações sobre os níveis de investimento ou de pessoal.