Avell Diamond P110

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Avaliação de Airton Lopes / Feito para agradar a gamers que querem na mochila uma máquina capaz de rodar bons jogos e que pese o menos possível, este notebook cumpre a função. Nos testes do INFOlab, a performance com gráficos em 3D foi muito boa. Porém, jogar a sério numa tela de 11,6 polegadas e com teclas direcionais estreitas é tarefa difícil. Só dá para aproveitar ao máximo este laptop usando monitor grande, mouse, teclado e um HD externo para carregar jogos mais elaborados. 

Avaliação de César Pereira / Quem procura um computador que rode jogos sem engasgar e possa ser levado na mochila talvez encontre a solução no Diamond P110 da Avell, um notebook bastante compacto e com configuração forte. Ele pesa 1,7 quilos e tem placa de vídeo GTX 650M. 

<

h3>Configuração 

Por dentro da estrutura reduzida, o notebook conta com processador Intel Core i7 de terceira geração (3630QM) com clock em 2,4 GHz, 8 GB de RAM e placa de vídeo GeForce GT 650M de 2 GB. Como uma configuração dessas é rara em computadores compactos, o desempenho dele nos testes de benchmark foi acima da média, especialmente no 3DMark11, que mede a performance gráfica; nesse teste, ele bateu com sobras os resultados da concorrência. O Diamond P110 pode competir, sem medo, em performance com máquinas de 15 a 17 polegadas.

 

Benchmark PCMark 7 (em pontos)
Barras maiores indicam melhor desempenho

Acer Aspire S5

5.928

Avell Diamond P110

5.659

LG Z355

4.518

Sony Vaio SVT13127BCS

3.583

Benchmark 3DMark11 (em pontos)
Barras maiores indicam melhor desempenho

Avell Diamond P110

9234

Acer Aspire S5

593

LG Z355

590

Sony Vaio SVT13127BCS

541

Esses resultados demonstraram que o Diamond P110, de fato, é uma boa opção para gamers. Também rodamos dois jogos que exigem bastante da parte gráfica com todos os ajustes no máximo: Metro 2033 e Crysis 2. A taxa de frames por segundo média foi de 23 e 31, respectivamente, sem travamentos mesmo nas cenas de explosões ou muita fumaça. 

 O mesmo teste foi feito com um monitor de resolução de 1920 por 1200 pixels. Nesse caso, a taxa de frames caiu: 18 para o Metro 2033 e 19 para o Crysis 2. Para evitar os delays que prejudicam a experiência, foi preciso diminuir os ajustes. 

O armazenamento de dados é feito em um SSD de 128 GB. Por um lado, isso contribui para manter o tamanho e o peso da máquina reduzidos. Por outro, é pouco espaço, ainda mais levando em consideração o fato de ser um notebook para gamers: cabem poucos jogos. É praticamente imprescindível utilizar um HD externo.

Vídeo e Áudio

O monitor de 11,6 polegadas tem resolução de 1366 por 768 pixels. Talvez não seja a melhor opção de tamanho para jogar e o jogador opte por conectar um monitor de maior tamanho e resolução; o notebook tem HDMI e VGA para isso. Nesse caso, como foi visto anteriormente, é preciso sacrificar os ajustes do jogo para não ser atrapalhado pelos engasgos. 

Também foram percebidos reflexos na tela em diversos ângulos de visão em ambientes iluminados. 

Os alto falantes ficam na parte inferior traseira e não são alinhados, uma posição incomum para speakers em notebooks. Quanto à qualidade, é padrão desse tipo de aparelho: som estéreo com qualidade mediana que sofre bastante distorções no volume máximo. No entanto, isso não deve ser um problema para jogar, já que normalmente esse público opta por fones de ouvido. 

 Design 

Apesar do pouco tamanho, o visual do Diamond P110 é robusto. A construção é em plástico, mas não aparenta fragilidade e a elegância é garantida na tampa pela textura de couro. Estranhamos a marca “Avell” abaixo da tela ser um adesivo; parece uma opção um tanto desleixada para uma máquina que custa quase 4 mil reais. 

O teclado vem no padrão internacional e tem teclas pouco espaçadas. Além disso, os direcionais são menores que as outras teclas. Há opções mais confortáveis para jogar, mas o problema deve acabar quando os dedos se acostumam aos novos limites.

O touchpad é relativamente pequeno (8,5 por 4,3 centímetros) – afinal, o computador não é grande – , mas não deve atrapalhar os games, já que a opção costuma um mouse para isso. Em tarefas comuns, não houve problemas ou algum tipo de estranhamento com o touchpad.

Como uma das palavras-chave para definir o notebook é portabilidade, espera-se que a bateria o mantenha em funcionamento por um tempo razoável. Com 5600 mAh, ela aguentou uma hora e 54 minutos de uso intenso no INFOlab. Não é uma marca impressionante, mas não fica abaixo da média da categoria.

Conclusão

A impressão que o Diamond P110 passa é de que precisa de complementos para não deixar a desejar com jogos ou em aplicações gráficas. Apesar de ter o hardware muito potente, ele parece não combinar com um tamanho tão reduzido e talvez seja mais interessante aproveitar suas configurações e “terceirizar” monitor, mouse e até o teclado.

Ficha técnica

Tela 11,6”
Processador Intel Core i7-3630QM 2,4 GHz (Ivy bridge)
RAM 8 GB
Armazenamento SSD de 128 GB
GPU Nvidia GeForce GT 650M 2 GB
Peso 1,7 kg
SO Windows 8
Duração de bateria 1h54min

Avaliação técnica

Prós Ótima configuração e portabilidade.
Contras Pouco espaço de armazenamento, teclado com pouco espaçamento e layout internacional.
Conclusão Boa escolha para quem busca excelente desempenho em uma máquina compacta e não se importa com a tela reduzida.
Configuração 9,2
Vídeo e áudio 8,2
Usabilidade 7,0
Design 7,1
Bateria 7,7
Média 8.3
Preço R$ 3 857