Apple deve deixar Intel de lado e usar chips próprios em Macs em 2020

Data é uma previsão de Ming-Chi Kuo, um dos analistas mais influentes quando o assunto é Apple

A parceria entre Apple e Intel para processadores dos Macs, iniciada ainda em 2006, parece estar com os dias contados. Quem diz isso é o analista Ming-Chi Kuo, um dos mais influentes no mercado quando o assunto é a empresa liderada por Tim Cook. Segundo ele, a companhia vai começar a adotar chips próprios em seus computadores em 2020 ou, no mais tardar, 2021. A avaliação do especialista foi divulgada primeiro pelo 9to5Mac.

Esta “previsão” de Kuo bate com a feita por uma reportagem da Bloomberg publicada em abril deste ano. Citando fontes próximas ao assunto, o texto colocava 2020 como o ano em que a mudança ocorrerá. Os processadores Intel, segundo Kuo e a Bloomberg, devem ser substituídos nos MacBooks por um modelo baseado na arquitetura ARM, seguindo a linha dos chips da série A usados nos iPhones e iPads.

Ainda não há confirmação por nenhuma das partes. Ainda assim, o mais provável é que a mudança afete inicialmente apenas os notebooks. Nos Macs de mesa, a companhia ainda vai manter os processadores Intel, já que seus chips ainda não os batem em termos de desempenho. Ainda não há informações sobre compatibilidade dos chips com aplicativos atuais. No entanto, vale lembrar que diversos problemas foram registrados quando a Apple abandonou os PowerPCs na primeira década dos anos 2000.

De toda forma, uma das possíveis ideias da companhia de Tim Cook com essa movimentação é melhorar a integração entre os Macs e seus dispositivos móveis. É algo que a empresa já sinalizou neste ano durante a WWDC, sua conferência para desenvolvedores, ao mostrar os apps universais que rodam nas duas plataformas usando quase o mesmo código.

Fora isso, deixar a Intel de lado ainda pode livrar a Apple do cronograma de lançamentos de chips da fabricante. Hoje, a empresa depende da disponibilidade de novos processadores para poder atualizar seus Macs e MacBooks. Com peças próprias, a liberdade tende a ser maior — assim como a margem de lucro, visto que não seria mais preciso gastar com hardware de fora.