Aplicativos de iPhone ainda valem milhões–especialmente os jogos

O Android cresceu, mas o iOS, do iPhone, ainda é o sistema no qual os usuários mais gastam com aplicativos

São Paulo – Em 2008, a Apple lançou uma loja virtual de aplicativos para iPhone que você deve conhecer pelo nome de App Store. Mesmo dez anos depois, os aplicativos ainda podem ser fonte de milhões de dólares, mesmo que a base de donos de iPhones seja menor do que a smartphones Android. E grande parte do dinheiro obtido via apps vem dos jogos.

Dados da consultoria App Annie, que analisa o mercado global de aplicativos, mostram que os games representam 75% dos dólares gastos no segmento. Ainda assim, eles têm uma parcela menor no número de download: apenas 31% do total. A Ásia tem destaque particular nos gastos com apps, já que o consumo por lá representou 60% dos gastos de 2017.

O montante de dinheiro gasto com aplicativos é mais alto do que nunca. 2857 apps receberam mais de 1 mi de dólares no ano passado (sendo que 564 delas receberam mais de 10 mi), o que representa um crescimento de 30% nos últimos cinco anos.

Outro dado curioso sobre a loja de aplicativos da Apple é que ela tem apenas 30% do total de downloads quando os números são consolidados com os da Google Play Store, loja de apps dos smartphones Android, mas os gastos são de quase duas vezes mais (66% na App Store e 34% na Play Store). O dinheiro ainda está nas mãos da Apple, mas o Google conseguiu seu espaço, já que em 2012 os apps para iPhone detinham 86% do dinheiro gasto pelos consumidores em aplicativos.

Mais de 4,5 milhões de aplicativos já foi publicados na App Store, sendo que 77% eram jogos. Porém, depois que a Apple baniu alguns deles por infringir sua política e outros morreram porque não se tornaram compatíveis com chips 64-bits, apenas 2 milhões se mantiveram disponíveis para download.

Apesar do destaque da Ásia para jogos, os Estados Unidos são o país que mais teve gastos e também downloads de aplicativos. Desde o começo da App Store, 36 bilhões de dólares foram pagos por apps ou recursos dentro de apps e 40,1 bilhões de downloads foram feitos. China, Japão e Reino Unido vêm na sequência. O Brasil não aparece no relatório nesse ranking.

Falando no Brasil, os brasileiros que usam iPhone tinham, em média, 108 aplicativos instalados, mas usaram mesmo apenas 40 deles em 2017. Os números estão dentro da média global e o país que lidera essa lista é a França, com 114 apps instalados em média no ano passado.

E quem pensa que a era dos aplicativos chegou ao fim pode estar enganado. De acordo com a App Annie, a estimativa de crescimento de gastos é boa. Em 2022, o segmento deve registrar crescimento de 80% em relação a 2017, atingindo gastos de 85 bilhões de dólares globalmente.