Androide pode ajudar a monitorar usina de Fukushima

O robô humanoide Asimo, da Honda, pode substituir mão de obra em áreas de risco dentro da usina nuclear de Fukushima, no Japão

São Paulo — A companhia japonesa Honda Motor pretende aprimorar o seu robô humanoide Asimo (Advanced Step in Innovative Mobitily) para realizar missões em usinas nucleares. A iniciativa poderia ajudar os trabalhos emergenciais na central de Fukushima, no Japão, palco da recente crise nuclear no país.

Vazamentos radioativos são observados desde que região foi atingida por um terremoto e um tsunami, em março de 2011, afetando o sistema de resfriamento de seus reatores. Em alguns pontos, os níveis de radiação ainda são arriscados demais para seres humanos.

Robôs já foram usados para gravar imagens dentro do complexo, monitorar os níveis de radiação e colher amostras. O americano PackBot, da Irobot Corp., foi construído para operar em condições adversas, funcionando com um pequeno veículo de transporte: carrega câmeras e sensores. Já o robô japonês Quince, desenvolvido pelo Instituto Chiba de Tecnologia, é especialmente desenhado para atividades de resgate em desastres biológicos e nucleares. Contudo, nenhum deles tem a habilidade que o androide Asimo apresenta para se movimentar.

Criado em 2000 e atualizado ao longo dos anos, o robô humanoide hoje se parece com um pequeno astronauta de apenas 1,30 metro de altura e 54 quilos. É capaz de andar ou correr, carregar bandejas, empurrar carrinhos e acenar. Além disso, responde com independência aos gestos e posições de seres humanos e pode até desviar de obstáculos em seu caminho.

De acordo com um comunicado divulgado nesta sexta-feira, a empresa deseja melhorar as funções da parte superior do androide. O objetivo é equipar Asimo com ombros, cotovelos e punhos motorizados, para conferir ainda mais flexibilidade ao aparelho.