Anatel irá multar operadora que descumprir meta

Relatório da Anatel aponta que a qualidade do acesso à rede de dados das operadoras ficou 3% abaixo das metas estipuladas, entre novembro de 2012 e janeiro de 2013

Brasília – Todas as empresas de telefonia móvel que não cumpriram as metas estipuladas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para o serviço de internet a partir de setembro do ano passado serão multadas após a abertura de processos administrativos. A informação é do presidente do órgão regulador, João Rezende.

Embora o número de reclamações sobre falha nas redes de atendimento (call centers) das operadoras de telefonia móvel tenha caído entre novembro de 2012 e janeiro deste ano, relatório divulgado pela Anatel apontou que a qualidade do acesso à rede de dados dessas empresas continuou 3% abaixo das metas estipuladas pelo órgão regulador – que entraram em vigor em setembro de 2012. “Quem não alcançar a meta, será multado”, prometeu Rezende.

A qualidade dos serviços de banda larga fixa residencial oferecida nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais superou as metas de velocidade em abril, de acordo com a Anatel. Mas a agência acredita que os resultados da medição em outras unidades da federação não devem ser tão positivos.

“Estamos falando de três Estados altamente industrializados, onde estão a maior parte dos investimentos das empresas. Vamos aguardar os resultados de Estados onde a infraestrutura é mais crítica”, avaliou o presidente do órgão regulador, João Rezende.

A Anatel pretende divulgar os primeiros resultados das medições da qualidade da banda larga fixa nas demais unidades da federação e os resultados da banda larga móvel no decorrer do segundo semestre de 2013. “Mais importante que aplicar multas é divulgar um ranking de qualidade para que os usuários possam optar pelas empresas que prestam os melhores serviços”, acrescentou Rezende.

Segundo o presidente da Anatel, o órgão também pretende realizar futuramente a medição da velocidade dos serviços de banda larga corporativos. “É evidente que o usuário está cada vez mais crítico e exigente em relação aos serviços oferecidos”, concluiu.