6 respostas sobre o Tidal, o serviço de música do Jay-Z

O serviço de streaming controlado pelo rapper Jay-Z mal foi lançado e já causou frenesi no mundo da música. Veja como ele funciona

São Paulo — Apresentado em Nova York na semana passada, o Tidal está causando furor nas mídias sociais. A presença de estrelas da música, como Madonna e Beyoncé, no lançamento, chamou a atenção de todos.

Veja seis perguntas e respostas sobre o Tidal. Elas explicam quem está envolvido nesse serviço, os preços até as diferenças em relação a seu principal rival no Brasil, o Spotify.

1. O que é o Tidal?

O Tidal é um serviço de streaming de música para arquivos de vídeo e áudio. Parecido com o Spotify, o aplicativo tem como principal diferencial a qualidade do som, além da promessa de canções e vídeos exclusivos de artistas mundialmente renomados.

Originalmente criado na Escandinávia, em 2009, o Tidal foi chamado de WiMP e lançado pela empresa de tecnologia Aspiro. Em outubro de 2014, a marca foi rebatizada de Tidal para o sua apresentação nos EUA e no Reino Unido.

2. Quanto custará?

Diferentemente do Spotify, o Tidal não possui uma opção de uso gratuito. O máximo de tempo que se pode utilizar o serviço sem pagar é 30 dias, como teste.

O aplicativo disponibiliza dois planos para compra. O que custa US$ 9,90 mensais com qualidade de som padrão, ou seja, similar à de outros serviços do gênero, vídeos de alta definição e notícias relacionadas à música.

O segundo plano possui preço mais salgado, de US$ 19,90 por mês. Porém, entrega o áudio de alta qualidade (comparável ao som dos CDs) prometido nas propagandas, além de vídeos HD e curadoria de contentos.

3. Quem são os famosos?

Comprado pelo rapper Jay-Z, em 2014, por 56 milhões de dólares, o Tidal possui 16 acionistas e todos são músicos.

Os músicos e bandas que comandam o serviço são: Alicia Keys, Arcade Fire, Beyoncé, Calvin Harris, Chris Martin, Deadmau5, Daft Punk, Jack White, Jason Aldean, J. Cole, Kanye West, Madonna, Nicki Minaj, Rihanna e Usher.

4. Porque os artistas entraram na jogada?

O objetivo desses artistas é restaurar o valor da música para os ouvintes, o que significa que eles precisarão pagar para obtê-las. “As pessoas não estão respeitando a música, e estão desvalorizando-a e desvalorizando o que realmente significa, disse Jay-Z em entrevista à revista especializada Billboard.

O rapper não está sozinho. A cantora Taylor Swift retirou suas músicas do Spotify em protesto contra a gratuidade do serviço e as disponibilizou no Tidal.

5. O Tidal pode realmente pagar mais aos músicos?

Talvez essa seja a principal questão desde o lançamento do serviço. O fato é que as empresas de streaming não pagam aos artistas diretamente, mas sim às suas gravadoras, que irão repassar uma porcentagem para as bandas e os músicos.

Há apenas duas maneiras de o Tidal ser um sucesso monetário para os artistas. A primeira é o crescimento do serviço, pois quanto mais gente usando, maior será o valor pago em royalties.

A segunda maneira fica nas mãos dos músicos. Eles querem receber, das gravadoras, fatias maiores dos lucros de suas canções. Eles veem no Tidal um caminho para mudar as condições nos contratos.

6. O Tidal está disponível no Brasil?

O Tidal está disponível em 31 países, mas não no Brasil. Aqui, é possível apenas experimentá-lo por 30 dias.

A plataforma está disponível na web e em aplicativos gratuitos para iOS e Android. No entanto, quem quiser utilizar o serviço precisa receber um convite para se cadastrar.

Se você possui um sistema de som de alta qualidade em casa, o Tidal vale a pena. Caso contrário, é quase impossível perceber a diferença entre o áudio do serviço e de seu rival, o Spotify.

O vídeo abaixo (em inglês) explica um pouco mais sobre o serviço e a questão do som.