5 HDs externos para proteger os seus dados

São soluções para guardar os dados em casa, no escritório e até trabalhar com os tablets

São Paulo – Com serviços para armazenar dados na nuvem como Google Drive, iCloud, SkyDrive, SugarSync, Dropbox e UbuntuOne, os HDs parecem perder espaço. Felizmente, essa afirmação é injustificável. Com a complexidade e qualidade dos arquivos crescendo, mais espaço de armazenamento nunca foi tão necessário na tecnologia como agora. Filmes em Full HD, arquivos Flac e aplicações gigantescas lotam as máquinas rapidamente. O mesmo acontece com os tablets e smartphones, muitas vezes limitados a poucos gigabytes ou aos cartões microSD.

Felizmente, as fabricantes de HDs externos não pararam no tempo. Há uma opção para se encaixar em qualquer cenário. Se sua necessidade é velocidade, conexões FireWire, Thunderbolt e USB 3.0 darão conta do recado. Se o seu tablet precisa de um reforço, conectividade Wi-Fi resolve o problema. Para os que possuem muitos arquivos, soluções para pequenos escritórios ajudam a tornar o processo mais eficiente e seguro.

Separamos cinco modelos de HDs externos que atendem várias necessidades:

Amigo de bolso: GoFlex Slim – Nota 8

Com 0,9 milímetro de espessura, o GoFlex Slim não se destaca apenas pela magreza. Ele é mais rápido que os HDs externos USB 3.0 comuns, pois trabalha em 7.200 RPM. Nos testes, a velocidade para gravação de dados medida pelo software HD Tune chegou a 88,1 MB por segundo. O drive sai da caixa pronto para funcionar em PCs com Windows e Mac. A desvantagem do modelo é o preço alto para HD de 320 GB.

A linha GoFlex não usa esse nome me vão. Um dos grandes diferenciais desses HD são os adaptadores removíveis que transformam a conexão SATA em várias outras portas. Por padrão, o GoFlex Slim vem com um adaptador para USB 3.0, que, enquanto o Thunderbolt não seduz o mercado, é conexão de propósito múltiplo mais rápida do mercado. Outros tipos de porta, como a FireWire e o eSATA devem ser adquiridos separadamente por 99 reais. Mas nada impede que o adaptador seja ligado na SATA de outro HD ou que o próprio drive seja ligado a qualquer cabo SATA com conector de 2,5 polegadas.


Graças a essa solução simples, não falta nada a esse HD em termos de conexões físicas. Imagine, por exemplo, que você tem um notebook velho e precisa de uma forma simples e rápida de transferir os arquivos para outro computador. Basta remover o HD do notebook e plugar o adaptador de USB 3.0 do GoFlex Slim nele. Enquanto os arquivos estão sendo transferidos, o GoFlex Slim em si pode ser plugado no SATA de outra máquina.

1 TB compacto: HD StoreJet – Nota 8

As virtudes deste HD externo são o espaço para arquivos e a robustez. Ele oferece 1 TB para ser forrado de dados transferidos do PC pelas porás USB 2.0 ou 3.0. Nesta última, a cópia foi feita a 61,3 MB por segundo, uma taxa satisfatória, mas abaixo da média. O corpo do StoreJet 25H3P tem estrutura reforçada, revestimento de silicone e mecanismo de proteção do disco em caso de quedas. Apesar de o cabo do produto ter dois conectores USB na ponta a ser ligada no micro, no INFOlab funcionou perfeitamente conectado em apenas uma porta.

A velocidade de transferência relativamente baixa que o StoreJet apresentou nos nossos testes é compreensível. Embora a porta USB 3.0 possua uma velocidade potencial enorme, há pelo menos dois gargalos que precisam ser considerados durante situações real: a velocidade do disco em si e a banda das conexões SATA.

No caso de nossos testes tanto o PC utilizado quanto o StoreJet utilizam discos de frequência 5400 RPM e SATA 3 Gbit/s. Tal configuração alongou o tempo de acesso aos arquivos (19,5 ms) e diminuiu a velocidade média de escrita (o já mencionado 61,3 MB/s). Apesar desses resultados, a gravação através da USB 2.0, que ainda faz parte da vida da maioria dos usuários, não foi muito diferente da média: 21,6 MB/s.


Com efeito, observando as especificações e os resultados dos testes do StoreJet, é possível perceber que objetivo desse produto é sustentar-se no mercado focando nos atributos básicos de um HD. Enquanto a Kingston e a Seagate aposta em designs que fogem do comum, o StoreJet se destaca pela capacidade interna e pela resistência. No campo das conexões, por exemplo, esse HD não faz mais do que utilizar a USB 3.0.

Não que tal escolha prejudique a versatilidade do drive sobremodo. A ubiquidade do USB e a velocidade da versão 3.0 reduzem as outras portas de dados a nichos bem especializados. Só para esclarecer um ponto: o cabo USB 2.0 macho só serve para suprir energia extra para o disco.

Backups em casa: My Book Live – Nota 7,3

Além da configuração complicada, outro aspecto comum aos NAS é que a movimentação dos arquivos entres as máquinas não é muito rápida. Mas a WD levou a sério seu projeto de livrar o storage de qualquer inconveniência e criou um HD relativamente rápido. Pudemos curtir o filme “V de Vingança” (2,1 GB) em uma máquina do INFOlab após uma transferência que durou cerca de cerca de 44 segundos.

Repetindo esse teste algumas vezes, concluímos que a taxa média de gravação real do My Book Live através da rede cabeada é 46,4 MB/s, bem superior à maioria dos NAS testados aqui. Compreensivelmente, o mesmo teste executado através da rede sem fio revelou um desempenho muito mais próximo da média da categoria: 11,66 MB/s.

As conexões que tornam tais resultados possíveis são uma porta Gigabit Ethernet e o Wi-Fi n. Justamente neste ponto está uma das deficiências do My Book Live: a lista de meios de conexão para nesses dois itens. Não há, por exemplo, uma USB para aumentar a capacidade do storage ou para possibilitar o backup rápido de pen drives.


A situação é agravada pela impossibilidade de acessar o HD, ou seja: quem compra a versão de 1 TB deve se contentar com 1 TB e nada mais. Há dois outros modelos, um de 2 TB e outro de 3 TB. Pela conexão ethernet, o My Book Live pode agir como servidor de DLNA para TVs e computadores. Neste modo de exibição o storage conseguiu transmitir vídeos em DivX, XviD, MKV, MPEG-4, WMV. MPEG-2 e MOV, todos em 1080p mas nenhum com legendas. Músicas em MP3 e WAV também podem ser executados pela rede.

Curiosamente, o chipset utilizado pelo storage (PowerPC 464 rodando a 800 MHz) suporta PCIe e USB 2.0 OTG, que permite conexões com o PC ou diretamente com outros periféricos, mas nenhum desses recursos está habilitado no My Book Live. Pelo menos a conexão interna entre a placa e o HD satisfaz a última revisão do SATA (SATA 6 Gbit/s), o que ajuda a acelerar tanto leitura quanto escrita de arquivos.

Outra questão pertinente ao hardware é a ausência de um sistema de ventilação ativo. Em vez de um fan, o storage se vale apenas de aberturas para a passagem do ar. Não é possível que isto leve a um envelhecimento mais rápido dos componentes internos devido às constantes alterações na temperatura, especialmente com uma CPU de clock relativamente alto.

Para o escritório: Link Station Duo – Nota 7,5

Com duas baias para HDs SATA-II, o Link Station Duo LS-WXL/R1 pode acabar com as dores de cabeça em um pequeno escritório ou mesmo para gerenciar os backups de vários computadores em casa. Com dois HDs de 1 TB em RAID 1 ou RAID 0, essa central de armazenamento se conecta com a rede pela porta Gigabit Ethernet e é configurada automaticamente.

Para encontrar o HD é necessário instalar o software NASNavigator2, já incluso com o produto e disponível para download no site da Buffalo. O acesso aos discos é feito diretamente pelo Windows no endereço padrão \\LS-WXLDFF, ou ainda pelo endereço IP obtido automaticamente pelo NAS. Nessa opção é necessário configurar login e senha para acessar a interface (o padrão é admin/password).


Para o uso no escritório, uma das funções do Link Station Duo é definir as propriedades de cada pasta, definindo quais usuários terão acesso aos arquivos, se será permitido somente leitura ou escrita e ainda se o conteúdo pode ser acessado por Mac, Windows ou FTP. O aparelho é compatível com os protocolos SMB, FTP/SFTP, HTTP/HTTPS, DLNA, TCP/IP, HTTP e NTP.

Para o uso doméstico uma função interessante é o gerenciador de torrents. Pela interface web o usuário pode programar e acompanhar os downloads de qualquer lugar. O acesso aos arquivos também pode ser feito por iOS e Android, basta baixar o aplicativo gratuito WebAcess A ou I (A para Android e I para iPhone).

Amigo do tablet: Wi-Drive – Nota 7,3

Na conexão com o PC, via USB, o Wi-Drive funciona como qualquer storage rígido externo. Você pode copiar arquivos dele e para ele normalmente. Mas em relação aos dispositivos iPod touch, iPhone e iPad, seu comportamento é bem diferente. Primeiro, é preciso conectar o aparelho ao Wi-Drive usando uma rede Wi-Fi criada pelo próprio Wi-Drive. Depois, tem de usar o aplicativo também chamado Wi-Drive (disponível gratuitamente na App Store) e selecionar o HD.

Feito isso, o aplicativo exibe a lista de todos os arquivos existentes no HD, mesmo aqueles que não serão abertos pelo aparelho. O programa filtra os arquivos conforme o tipo. Pode-se, por exemplo, listar somente os arquivos de música ou de vídeo. O próprio app exibe documentos do Microsoft Office e imagens com extensão .bmp, .jpg e .png. Além disso, reproduz áudios .mp3, .wav e .m4a e vídeos .mp4 e .mov. Nos testes do INFOlab foi possível conectar simultaneamente seis dispositivos iOS, todos executando vídeos contidos no HD.

Mas, antes de desvencilhar-se dos cabos, o usuário precisa passar seus arquivos para o Wi-Drive via USB 2.0. O drive não é especialmente rápido nessa tarefa. Durante os testes com um arquivo de 694 MB, o HD Tune registrou uma média de transferência de 22,6 MB/s, com um tempo de acesso de mero 1,21 ms. O benchmark HD Tach acusou um tempo médio de leitura de 23,7 MB/s e um tempo médio de escrita de 17,56 MB/s.

Os testes foram realizados em um PC com SSD de 128 GB e processador AMD Phenom II X6 Black Edition (3.7 GHz). Como o Wi-Drive também usa memória flash, é de se imaginar que o principal gargalo de velocidade foi a porta USB 2.0 mesmo.