4G deixará 30 mil pessoas sem TV paga em SP

Assinantes da TVA deverão ser prejudicados pois Anatel licenciou para telefonia frequência já usada para TV paga

São Paulo – De acordo com a coluna Outro Canal, do jornal Folha de S. Paulo, alguns assinantes da TVA, empresa que utiliza a tecnologia MMDS para parte de seus assinantes, já estão sendo afetados por testes de 4G na capital paulista.

O conflito ocorre porque a Anatel licenciou para as operadoras de telefonia uma frequência que já é usada para serviços de TV paga por MMDS.

Polêmica parecida ocorreu em 2011, quando um consórcio liderado pela Intel pediu à Anatel a liberação de uma frequência para implementar redes de banda larga sem fio com tecnologia Wi-Max. Na ocasião, o pedido do consórcio afetaria frequências usadas por TVs satélite, deixando os usuários desse serviço sem sinal.

Procurada pela INFO, a Anatel explicou que o conflito entre o MMDS e o 4G será resolvido com o fim do MMDS. Nesse caso, todos os assinantes de serviços do MMDS deverão ser atendidos por outra tecnologia, como sinal por cabo, por exemplo. A principal afetada pela mudança será a TVA, operada pela Vivo/Telefônica.

De acordo com as regras da Anatel, a TVA tem prazo até o início de abril para contatar seus clientes e avisá-los sobre o fim do MMDS. A TVA deverá oferecer uma opção sem custo adicional para o consumidor para que ele continue recebendo os serviços que contratou. Procurada pela INFO, a TVA informou que os clientes que usam essa tecnologia continuarão sendo atendidos. Em caso de mudança no serviço, eles serão avisados com um mês de antecedência – conforme regras da Anatel.São Paulo – Certa de 30 mil assinantes de serviços de TV paga na Grande São Paulo ficarão sem sinal a partir de 2013, quando estrearem as primeiras redes 4G na região metropolitana da capital paulista.

Serão afetados clientes de operadoras que recebem o sinal de TV por meio de antenas que captam sinal MMDS, tecnologia que usa a mesma frequência liberada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para as operadoras de telefonia explorarem redes 4G.