Vipers, Vectors e “Vettes”: carros para investir em 2020

Confira uma lista de carros adoráveis que também podem dar algum lucro

O grande erro ao comprar um carro antigo é comprá-lo porque certamente será um bom investimento.

Qualquer colecionador que se preze (e com alguma experiência) saberá que essa premissa é a única maneira infalível de “perder” dinheiro.

Em vez disso, compre o que você gosta. Dessa forma, se (quando) o mercado para sua aquisição preciosa estiver em baixa, pelo menos você ainda terá um carro que gostaria de ver e – talvez – dirigir.

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Mas é claro que não podemos resistir a tentar enganar o sistema e obter o melhor dos dois mundos: comprar algo emocionante e memorável que também valorize ao longo do tempo.

Com esse objetivo, elaboramos uma lista com carros dignos de colecionadores a serem considerados em 2020. Todos são adoráveis e, com um pouco de sorte, também podem dar algum lucro.

Dodge Viper GTS
Anos a considerar: 1996-2002

Sobre o carro: com o rugido V10 da Chrysler, motor de 450 cavalos de potência e estilo louco de Detroit, o cupê prestou homenagem aos cupês Daytona Cobra da década de 1960.

Por que comprá-lo: Um número crescente de Vipers de baixa quilometragem começou a aparecer em leilões nos últimos cinco anos, com preços médios para um modelo em excelente estado atingindo cerca de US$ 53,6 mil, segundo a Hagerty, seguradora de automóveis antigos. Ainda estão disponíveis muitos bons modelos de US$ 30 mil a US$ 40 mil. É muito carro pelo dinheiro. A Hagerty incluiu o modelo em sua “Bull List” para 2020.

Porsche 996
Anos a considerar: 1997-2006

Sobre o carro: O nome “996” é a designação interna do modelo 911 fabricado de 1997 a 2006. O cupê de duas portas veio com uma transmissão manual opcional de seis velocidades e tração em todas ou nas rodas traseiras, dependendo da variante.

Por que comprá-lo: Um 911 incrivelmente rápido e equilibrado, o 996 é especial porque foi o primeiro Porsche 911 refrigerado a água, mas foi ridicularizado por causa dos faróis de “ovo frito” e pelos rumores (em grande parte infundados) do IMS (eixo intermediário) apresentar problemas embaixo do capô. Um modelo em excelente estado pode ser adquirido por US$ 20 mil a US$ 40 mil, mas os preços estão subindo rapidamente.

Chevrolet Corvette
Ano a considerar: 1967

Sobre o carro: Os primeiros Chevrolet Corvette Sting Rays foram um grande sucesso com invenções como faróis ocultos, frente pontuda e janela traseira. Além disso, o motor V8 fabricado pela Chevrolet veio com até 430 cavalos de potência; a velocidade máxima variava entre 189-241 quilômetros por hora e zero a 96 km/h de 9,1 a 5,8 segundos, dependendo do tamanho do motor. Também havia muitas opções: a transmissão era manual com três velocidades ou opcional de quatro velocidades ou automática.

Por que comprá-lo: Os modelos básicos desde os primeiros anos (1963/64) estão sendo vendidos por preços mais altos do que os mais amados de 1967 ultimamente, o que significa que você pode entrar no 67 por bem menos de US$ 100 mil. Portanto, se não quiser gastar os US$ 150 mil necessários para comprar um 63 ou o agora famoso 66, o Corvette 67 é a opção. Apenas 8.504 unidades do modelo 67 foram fabricados. Você também pode comprar o novo C8 Corvette. O primeiro “Vette” de motor intermediário por menos de US$ 80 mil tem um preço acessível por tamanha potência e desempenho.

Vector M12
Anos a considerar: 1996-1999

Sobre o carro: A marca Vector passou por muitas entidades e mudou de mãos várias vezes em seus 30 anos de história, mas a empresa foi fundada em Wilmington, Califórnia, por Gerald Weigert e, posteriormente, dirigida por Jack McCormack. O sistema de transmissão do Vector M12 era um design V12 de 5,7 litros, avaliado em 492 cavalos de potência. O motor é montado no meio com uma caixa manual de cinco marchas que aciona as rodas traseiras. Os tempos de zero a 96 km/hsão da ordem de 4,4 segundos.

Por que comprá-lo: É raro (menos de 30 Vectors foram fabricados e apenas 18 Vector M12) e impressionante, com elementos estilísticos da Lamborghini e carros em forma de cunha das décadas de 1960 e 1970.