Seguro que cobre danos a terceiros é tendência, diz Allianz

Seguro de responsabilidade civil, que protege cliente de danos causados a terceiros, deve ser mais buscado por consumidor que já tem seguro de carro e plano de saúde

São Paulo – Como consequência do cenário de juros baixos da economia brasileira, especialistas têm enfatizado que os investidores devem aumentar seu nível de educação financeira ao buscar investimentos mais sofisticados, que lhes tragam maior rentabilidade fora da renda fixa. Dentro dessa nova cultura financeira, profissionais do mercado de seguros também acreditam que os consumidores devem qualificar ainda mais sua cobertura de seguros, deixando de se concentrar apenas nas apólices de carros. 

Felipe Gomes, diretor de gestão de mercado e estratégia da Allianz Seguros, acredita que uma das modalidades que mais deve se destacar são os seguros de responsabilidade civil, que devem ser muito buscados pelos clientes que já possuem seguros de automóveis e planos de saúde. “Principalmente nas classes A e B, os consumidores já têm um conhecimento estruturado sobre seguros de automóveis e planos de saúde e agora a tendência é que outros produtos sejam buscados. E um dos seguros que deve ser mais buscado é o seguro de responsabilidade civil”, diz. 

O seguro de responsabilidade civil cobre prejuízos decorrentes de lesões corporais ou danos materiais provocados involuntariamente a terceiros. Segundo Gomes, eles já são muito comuns em paíeses europeus e nos Estados Unidos e sua principal vantagem seria o fato de protegerem pessoas, cujos danos sofridos em casos de acidentes podem ser muito maiores do que no caso de bens materiais. “As pessoas têm muito mais valor como patrimônio do que um automóvel. Por isso, essa cultura do seguro de responsabilidade civil deve se fortalecer bastante aqui no Brasil também”, opina.  


Este tipo de seguro é muito usado por profissionais que atuam em áreas que envolvem um maior risco de danos a terceiros, como médicos, dentistas e outros profissionais da área de saúde. A apólice deste tipo de seguro é feita sob medida, levando em consideração o perfil de risco do cliente e o tipo de cobertura desejado, por isso não é possível definir um custo médio desta modalidade de seguro. 

A Allianz, por exemplo, já possui um seguro de responsabilidade civil para proteção de executivos em caso de reclamações de terceiros relacionadas às suas responsabilidades como gestor. Em casos de reclamações de empregados por assédio moral ou sexual, por exemplo, o seguro cobre os custos de defesa e, após o julgamento, o acordo extrajudicial consentido pela seguradora ou a indenização definida pelo juiz.

Por enquanto, o seguro de responsabilidade civil no Brasil é mais comumente contratado justamente por profissionais da área de medicina e executivos, mas se a tendência apontada por Gomes se confirmar, é possível que profissionais de outras áreas também se interessem, assim como em outros países, onde esses seguros já são vendidos também para escritores, babás, corretores de ações, padeiros e outros.