Santander, BB e outros bancos leiloam imóveis até 60% mais baratos

Os bancos querem se livrar de imóveis residenciais e comerciais retomadas por falta de pagamento. Pode ser uma oportunidade

São Paulo – Até o fim de março, o Santander, o Banco do Brasil e outros bancos fazem leilões de mais de 600 imóveis, para se livrar de propriedades retomadas por falta de pagamento. São imóveis residenciais e comerciais, com lances mínimos iniciais até 60% mais baratos do que o valor de mercado.

Comprar um imóvel retomado por falta de pagamento pode ser um ótimo negócio, desde que o novo dono não tenha pressa para entrar no imóvel. Muitos imóveis ainda não foram desocupados pelos seus antigos donos. Para quem tiver paciência para esperar, pode ser uma boa chance para adquirir a casa própria.

Na próxima quinta-feira (21), às 11h, o Banco do Brasil vai leiloar 95 imóveis residenciais e comerciais, até 51% abaixo do valor do valor de mercado. Os imóveis estão localizados em 64 cidades no estado de São Paulo. Entre os comerciais, mais de 30 são agências do banco desativadas.

Os lances iniciais vão de 12,6 mil reais a 3,6 milhões de reais. Em São Paulo, um dos destaques é um apartamento de 88 metros quadrados e vaga de garagem em um condomínio em Santo Amaro, com lance mínimo inicial de 144 mil reais. Há também um apartamento de 93 metros quadrados no bairro Cambuci, à venda por a partir de 135 mil reais.

O leilão acontecerá em São Paulo, na rua Pio XI, número 743, no bairro Alto da Lapa. É possível dar lances presencialmente ou online. Pelo site da empresa Lance no Leilão, é preciso se cadastrar até às 11h de terça-feira (19).

Santander

Até dia 29 de março, o banco Santander também faz leilões online de 96 casas e apartamentos, até 54% abaixo do valor de mercado. Os lances iniciais variam de 42,6 mil reais até 1,9 milhão de reais.

Os imóveis estão localizados  em onze estados: Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.

Em Belo Horizonte, por exemplo, há um apartamento de 88 metros quadrados e vaga de garagem è venda por a partir de 246 mil reais. Já no Rio de Janeiro, o destaque é uma casa de 244 metros quadrados e três vagas de garagem, em um condomínio no Recreio dos Bandeirantes, com lance mínimo inicial de 918 mil reais.

As unidades podem ser visitadas mediante agendamento pelo e-mail imoveis.sac@sold.com.br. Para participar do leilão, é preciso se cadastrar no site da empresa Sold e oferecer lances online.

Outros bancos

Até o fim de março, leilões de imóveis dos bancos Itaú, Bradesco e Pan, entre outros, também estão abertos para lances no site da empresa Zukerman. São mais de 500 casas, apartamentos, terrenos e prédios comerciais, em todo o Brasil. Os lances mínimos inicias são até 60% abaixo do valor de mercado, em média. O preço médio dos imóveis leiloados é de 300 mil reais, mas os lances mínimos variam entre 7,8 mil reais e 50,3 milhões de reais. 

Em São Paulo, um dos destaques é um apartamento de 88 metros quadrados localizado no bairro Santa Cecília, à venda a partir de 246 mil reais. A propriedade é do banco Itaú. Em Jundiaí, no interior de São Paulo, há apartamentos de 35 metros quadrados desocupados, com lance mínimo inicial de 170 mil reais. Para oferecer lances, os interessados devem se cadastrar no site da Zukerman Leilões.

Cuidados

O maior risco de um leilão é o tempo que você pode demorar para entrar no imóvel. Isso porque muitos imóveis  ainda não foram desocupados pelos seus antigos donos. Por isso, participar de um leilão de imóveis só é indicado para quem tem paciência para esperar.

Vale lembrar que, se você tiver que entrar com uma ação para despejar o morador, terá um custo adicional. Além disso, se o imóvel estiver ocupado, é provável que você não possa visitá-lo antes de fechar o negócio.

É importante ler o edital com atenção. No edital, estão as principais informações sobre o imóvel a ser leiloado: a data do leilão, o valor mínimo de venda, o estado de conservação do imóvel, quem é o vendedor e de quem são as responsabilidades por cada um dos custos excedentes, como impostos e taxas de condomínio.