Quem valoriza tempo em vez de dinheiro pode ser mais feliz

Foi o que mostrou um levantamento realizado nos Estados Unidos pela Universidade da Pensilvânia e pela Universidade da Califórnia

São Paulo – Responda com sinceridade: se você pudesse escolher, gostaria de ter mais tempo ou mais dinheiro? Acredite, essa resposta pode influenciar sua probabilidade de ser feliz.

Pelo menos este foi o resultado de um estudo realizado nos Estados Unidos pela Universidade da Pensilvânia e pela Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA).   

Eles fizeram essa pergunta a mais de 4.400 pessoas e 64% dos entrevistados responderam que prefeririam ter mais dinheiro do que tempo.

Em seguida, as mesmas pessoas também responderam a questionamentos sobre o quão felizes elas se consideravam.

O resultado foi surpreendente: quem valoriza ter mais tempo é, no geral, mais feliz do que aqueles que dão preferência ao dinheiro, segundo o site ScienceAlert.

“Além do montante de recursos que as pessoas têm, a felicidade também está ligada aos recursos que as pessoas querem”, escreveram os pesquisadores em artigo publicado no Social Psychological and Personality Science.

Segundo os autores, há diferenças importantes entre quem valoriza mais o tempo do que o dinheiro. As pessoas que prefeririam ter mais tempo, no geral, eram casadas, mais velhas, tinham filhos e eram mais saudáveis.

Outra conclusão do estudo é que a escolha entre as duas opções não é nada fácil para a maioria das pessoas. Algumas perguntas podem ampliar o tamanho dessa dificuldade, como:

1) Você pagaria mais caro por uma passagem que te levaria ao seu destino mais rapidamente?

2) Você aceitaria um emprego com salário maior, mas que demandasse mais horas no escritório?

3) Você pagaria para ter o melhor plano de saúde disponível para ter a chance de estender seu tempo de vida por vários anos?

Não é raro que estudos academicos relacionem o nível de felicidade das pessoas com a quantidade de dinheiro que elas possuem.

Alguns apontam que uma pessoa sem condições financeiras de comprar produtos básicos seria mais feliz se tivesse recursos suficientes para tal —outros já dizem que não.

Um estudo polêmico de 2010 também realizado nos Estados Unidos apontou que a correlação entre dinheiro e felicidade seria mantida somente até a casa dos 75 mil dólares.

Como bem definiu a Vox, o fato é que a forma como utilizamos nosso tempo está muito mais sob nosso controle do que a quantidade de dinheiro nós ganhamos.