Quando não recompensar o filho com dinheiro

Especialista do Moneywatch acredita que pais não devem pagar por ações que devem ser colocadas como obrigações naturais de um filho

São Paulo - Especialista em finanças pessoais, Dan Kadlec escreve quase que diariamente um blog na rede MoneyWatch.com, intitulado “Bank of Dad”, no qual explora questões importantes na inevitável relação financeira entre pais e filhos.</p>

Recentemente, Kadlec explicou quando é pertinente pagar seus filhos para fazerem certas coisas e quando é absolutamente condenável recompensar uma criança com meios financeiros simplesmente por ter ajudado os pais nas tarefas de casa.

Confira as situações nas quais o especialista considera ser controverso, e mesmo condenável, oferecer dinheiro para um filho, em troca de algum comportamento.

Boas notas

Um ponto controverso entre pais e educadores. Enquanto alguns defendem que crianças que são compensadas com dinheiro por seu bom desempenho escolar se esforçam mais nas tarefas acadêmicas e que a estratégia associa o trabalho à recompensas financeiras, Kadlec é veemente contra a prática.

Segundo ele, dar dinheiro para seus filhos só porque tiraram boas notas irá recompensá-los por algo que deve ser visto como uma obrigação, uma responsabilidade da criança. Além disso, o especialista crê que isso pode causar competição entre irmãos e problemas de auto-estima naquele cujo o desempenho na escola não é tão bom.


Tarefas em casa

Mais uma controvérsia. Segundo Kadlec, alguns especialistas em finanças nos Estados Unidos acreditam ser inteligente ligar tarefas em casa (como arrumar o quarto ou lavar a louça do jantar) a mesadas, associando trabalho a pagamentos.

Ele diz ser contrário a essa prática porque isso não faz com que a criança se sinta um membro ativo da família. Para Kadlec, pagar o filho por ele ter alimentado o animal de estimação pode sugerir que ele não faz parte daquele vínculo familiar. Ele, no entanto, diz é válido que os filhos procurem meios de ganhar dinheiro além da mesada.

Marcar Presença

Crianças, alerta Kadlec, não devem ser recompansadas financeiramente por irem à escola, para a casa dos avós ou aparecerem na apresentação de piano de um irmão. “O que vem depois disso? Subornar uma criança para gostar de você?” questiona.

Bom comportamento

“Não se paga para ficar quieto no teatro ou por respeitar outras pessoas” considera. De acordo com ele, se comportar de maneira apropriada, seja em casa ou na comunidade, faz parte do perfil de um ser humano equilibrado.

Boas ações

Ele alerta nesse ponto que existem diferenças entre prestar serviços de voluntariado em organizações de caridade, o que, segundo Kadlec, é importante para a construção de um bom currículo. Pagar por certos tipos de boas ações, como o exemplo acima, é uma coisa, mas, recompensar seu filho por ter ajudado uma senhora de idade a carregar as compras, é outra. Certas ações, concluí Kadlec, devem ser incentivadas pelo coração, e não pelo bolso.