Qual o valor mínimo recomendado para investir em ações?

Internauta pergunta se existe um valor mínimo para começar a investir em ações e o que deve ser pesado na escolha da corretora

Dúvida do internauta: Gostaria de saber qual o valor mínimo aconselhado para o investimento em ações e o que considerar na escolha de uma corretora?

Resposta de Fabiano Pessanha*

A sua dúvida é bastante comum entre os investidores que querem aproveitar os momentos positivos do mercado acionário, mas ainda não estão familiarizados com esse tipo de investimento.

Durante os últimos meses não faltaram oportunidades nesse mercado, que foi muito influenciado pela eleição para a presidência do país.

Ao investir, você pode escolher entre duas modalidades: a compra de ações à vista, na qual decide em qual das centenas de papéis vai investir após se cadastrar em uma corretora; ou a compra por meio de condomínios de investidores, como os fundos e clubes de investimento, na qual um gestor qualificado escolhe as ações.

Para iniciantes que não têm tempo ou conhecimento necessário para acompanhar uma carteira de ações, ou não possuem um valor mínimo de 30 mil reais para investir, a melhor alternativa é o investimento por meio de fundos de ações, disponíveis em bancos e corretoras.

Apesar de ser possível investir com menos de 100 reais no mercado fracionário ao comprar poucas unidades de ações, os custos com taxas tornam desvantajoso o investimento com valores muito baixos. O mais comum é que as ações sejam compradas em lotes padrão, que agrupam 100, 1.000 ou 100.000 ações, de acordo com definição da BM&FBovespa.

Nos fundos de ações você pode encontrar vantagens como baixo custo; ter um gestor qualificado para escolher as ações; uma equipe de pesquisa dedicada a acompanhar a evolução dos resultados das empresas; uma equipe de economistas que tem o papel de analisar o cenário econômico no Brasil e no mundo, além do administrador do fundo.

Como escolher a corretora

Diferentemente de uma gestora de fundos, que tem o papel de escolher os ativos que compõem a carteira de ações, a corretora fornece ao investidor o acesso ao ambiente de negociações da BM&FBovespa.

Essas instituições financeiras atuam na intermediação das negociações de títulos de renda fixa, ações, debêntures, derivativos, entre outros.

As corretoras atuam tanto na operação direta desses segmentos quanto com equipes de atendimento e consultoria, que prestam serviços de orientação financeira de acordo com o seu perfil.

Portanto, o risco de perder dinheiro aplicado nas corretoras está restrito apenas à volatilidade dos papéis de sua carteira de ações, e não à situação financeira da instituição financeira, que apenas faz a intermediação de títulos ou ações.

Ao adquirir ações, os papéis do investidor não ficam sob a guarda da corretora, mas da Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC).

O que não deve ser feito é deixar seu patrimônio na conta corrente de corretora, pois, nessa situação, os recursos não estarão protegidos na CBLC.

Para escolher em qual corretora investir, busque informações no site da BM&FBovespa, que tem uma ferramenta online que auxilia na escolha da instituição financeira de acordo com os serviços de seu interesse, além de ajudar a encontrar a mais próxima de você.

Consulte também o site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), onde você encontra um registro das corretoras em funcionamento regular.

E lembre-se: o resultado do seu sucesso financeiro também depende de você!

*Fabiano Pessanha, CFP é gerente comercial corporativo da Geração Futuro Corretora de Valores e possui a certificação CFP® (Certified Financial Planner) concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF). Também é responsável pela criação de programas de benefícios e educação financeira em diversas empresas brasileiras.

Como funciona o home broker

Perguntas, críticas e observações em relação a esta resposta? Deixe um comentário abaixo!

Envie suas dúvidas sobre planejamento financeiro e investimentos para seudinheiro_exame@abril.com.br.