Onze instituições financeiras apontam as melhores ações para abril

Empresas de siderurgia, infra-estrutura e consumo continuam entre as preferidas

As carteiras sugeridas pelas corretoras sofreram poucas alterações de março para abril. As ações do setor de siderurgia, infra-estrutura e de empresas ligadas a consumo ainda são as preferidas das instituições, já que sofrem menos influência do setor externo. Como ninguém sabe ao certo até onde vai essa crise do crédito nos Estados Unidos, manter papéis menos vulneráveis ao cenário internacional acaba sendo uma estratégia defensiva.

Com exceção da Prosper, todas as corretoras incluíram ao menos uma empresa de siderurgia em sua carteira. O setor, de acordo com os especialistas, registra forte potencial de crescimento graças ao aquecimento da economia brasileira e mundial, uma vez que o aço é a base para a indústria automobilística, de eletrodomésticos (linha branca) e da construção civil. Com o aumento dos níveis de emprego e renda, a tendência é de crescimento no consumo dos produtos destas indústrias, o que, por sua vez, impulsiona os negócios de siderurgia.

Assim, as empresas de consumo – como Pão de Açúcar, Lojas Americanas e B2W, controladora das lojas virtuais Americanas.com e Submarino -, os bancos e as administradoras de cartões de crédito também ganham. A única ressalva das corretoras em relação ao setor financeiro diz respeito a possíveis decisões do governo. “Apesar de acreditarmos que as ações do setor continuem a apresentar potencial de valorização interessante, acreditamos que existe o risco de que medidas adicionais que restrinjam a concessão de crédito prejudiquem o desempenho”, afirma o Unibanco em relatório.

No final de março, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a cogitar ações para restringir a oferta de crédito e, assim, evitar uma possível alta na inflação. A idéia, no entanto, foi logo descartada. A nova regulamentação para o setor bancário, que reduz a 20 o número máximo de serviços que podem ser cobrados pelos bancos, porém, pode provocar um menor crescimento nas receitas das instituições.

Infra-estrutura

O processo de consolidação do setor de telecomunicações está fazendo com que as corretoras incluam em suas carteiras as ações de empresas como Brasil Telecom e Telemar (Oi). Embora as empresas ainda não confirmem, circulam no mercado rumores de que a fusão entre as companhias já está fechada.

Já o setor de energia assistiu recentemente ao fracasso do leilão de privatização da Companhia Energética de São Paulo (Cesp). As incertezas em relação à renovação de concessões das usinas levantaram dúvidas sobre os ativos de várias companhias, colocando em evidência as empresas que não correm esse risco, como Eletrobrás e Tractebel.

Vale e Petrobras

As preferidas dos estrangeiros também são quase unanimidade entre as corretoras. O fracasso das negociações entre a Vale do Rio Doce e a anglo-suíça Xstrata tirou da brasileira a chance de se tornar a maior mineradora do mundo, mas deu às ações da companhia um novo fôlego no mercado. Para os analistas, a desistência da operação acaba com o risco de a Vale se endividar demais e perder o grau de investimento. Agora, a expectativa é de que os papéis retomem o ritmo de valorização, refletindo o aumento nos preços do minério de ferro. “Em nossa opinião, a iminência da compra da Xstrata ofuscou grande parte do sólido aumento de 65% no preço do minério de ferro e, mais recentemente, do aumento de 86,67% no preço de pelotas, ambos acima da expectativa do mercado”, afirma o Unibanco.

As perspectivas para a Petrobras também são bastante favoráveis. Com o preço do petróleo acima de 100 dólares o barril e as recentes descobertas de campos de extração, a expectativa é de mais valorização para os papéis.

Confira abaixo as carteiras sugeridas pelas instituições.

Ágora
Empresa Ação Preço-alvo (R$) Preço atual (R$)* Potencial de alta (%)
Petrobras PETR4 110,00 75,76 45,20
Vale do Rio Doce VALE 5 89,96 51,90 73,33
CSN CSNA3 83,61 65,00 28,63
Usiminas USIM5 133,93 102,25 30,98
B2W BTOW3 105,00 60,75 72,84
Ambev AMBV4 166,00 136,70 21,43
Embraer EMBR3 26,00 17,45 49,00
Eternit ETER3 12,46 7,09 75,74
Pine PINE4 26,29 10,49 150,62
Suzano Papel e Celulose SUZB5 37,70 27,70 36,10
Alpes
Empresa Ação Preço-alvo (R$) Preço atual (R$)* Potencial de alta (%)
Petrobras PETR4 95,00 75,76 25,40
Vale do Rio Doce VALE 5 58,00 51,90 11,75
Bradesco BBDC4 58,00 49,80 16,47
Perdigão PRGA3 52,00 41,00 26,83
Usiminas USIM5 125,00 102,25 22,25
Coinvalores
Empresa Ação Preço-alvo (R$) Preço atual (R$)* Potencial de alta (%)
Petrobras PETR4 120,00 75,76 58,39
CSN CSNA3 89,00 65,00 36,92
Vale do Rio Doce VALE 5 65,00 51,90 25,24
Perdigão PRGA3 60,00 41,00 46,34
Tractebel TBLE3 30,00 22,75 31,87
Ambev AMBV4 175,00 136,70 28,02
VCP VCPA4 64,00 53,09 20,55
Fator
Empresa Ação Preço-alvo (R$) Preço atual (R$)* Potencial de alta (%)
Petrobras PETR4 100,00 75,76 32,00
Vale do Rio Doce VALE5 73,30 51,90 41,23
B2W BTOW3 122,62 60,75 101,84
Eletrobras ELET6 40,00 40,00 0,00
Telesp TLPP4 73,16 46,59 57,03
CPFL Energia CPFE3 Em revisão 37,5
Ambev AMBV4 192,91 136,70 41,12
Itaúsa ITSA4 Em revisão 10,64
ALL ALLL11 33,00 18,25 80,82
Weg WEGW3 29,60 20,15 46,90
Net NETC4 37,37 19,88 87,98
Ultrapar UGPA4 90,00 62,00 45,16
Telemar TNLP3 84,97 60,47 40,52
Banco do Brasil BBAS3 Em revisão 24,66
Gerdau GGBR4 77,00 57,07 34,92
Paraty Investimentos
Empresa Ação Preço-alvo (R$) Preço atual (R$)* Potencial de alta (%)
Petrobras PETR4 105,00 75,76 38,60
B2W BTOW3 97,00 60,75 59,67
MMX MMXM3 1150,00 940,00 22,34
Vale do Rio Doce VALE5 70,00 51,90 34,87
Bematech BEMA3 11,20 6,65 68,42
Planner
Empresa Ação Preço-alvo (R$) Preço atual (R$)* Potencial de alta (%)
Pão de Açúcar PCAR4 Em revisão 36,65
Vale do Rio Doce VALE 5 75,00 51,90 44,51
CSN CSNA3 Em revisão 65,00
Usiminas USIM5 Em revisão 102,25
Petrobras PETR4 97,20 75,76 28,30
Banco do Brasil BBAS3 39,00 24,66 58,15
Redecard RDCD3 Em revisão 30,50
CPFL Energia CPFE3 44,80 37,50 19,47
Brasil Telecom BRTP4 28,92 25,00 15,68
Prosper
Empresa Ação Preço-alvo (R$) Preço atual (R$)* Potencial de alta (%)
Itaú ITAU4 52,00 41,25 26,06
Gol GOLL4 35,00 27,49 27,32
João Fortes JFEN3 Em revisão 6,25
Confab CNFB4 7,50 5,23 43,40
Cesp CESP6 42,00 28,25 48,67
SLW
Empresa Ação Preço-alvo (R$) Preço atual (R$)* Potencial de alta (%)
Eletrobras ELET3 Em revisão 40,00
Pão de Açúcar PCAR4 40,00 36,65 9,14
Petrobras PETR4 110,00 75,76 45,20
Gerdau GGBR4 74,00 57,07 29,67
Vale do Rio Doce VALE 5 65,00 51,90 25,24
Unibanco UBBR11 30,00 21,48 39,66
Bradesco BBDC4 63,00 49,80 26,51
Banco do Brasil BBAS3 39,00 24,66 58,15
B2W BTOW3 92,00 60,75 51,44
Brasil Telecom BRTP4 30,50 25,00 22,00
Socopa (1)
Empresa Ação Preço-alvo (R$) Preço atual (R$)* Potencial de alta (%)
B2W BTOW3 106,73 60,75 75,69
Petrobras PETR4 Em revisão 75,76
Vale do Rio Doce VALE 5 65,37 51,90 25,95
Randon RAPT4 23,60 13,45 75,46
Gerdau GGBR4 Em revisão 57,07
Suzano Papel e Celulose SUZB5 35,42 27,70 27,87
Usiminas USIM5 123,00 102,25 20,29
Bradesco BBDC4 52,17 49,80 4,76
Cesp CESP6 Em revisão 28,25
Souza Barros
Empresa Ação Preço-alvo (R$) Preço atual (R$)* Potencial de alta (%)
CSN CSNA3 82 65,00 26,15
Localiza RENT3 26 17,68 47,06
Unibanco UBBR11 30,5 21,48 41,99
Bradesco BBDC4 Em revisão 49,80
Natura NATU3 25 19,20 30,21
Petrobras PETR4 120 75,76 58,39
Vale do Rio Doce VALE 5 67 51,90 29,09
B2W BTOW3 122 60,75 100,82
Duratex DURA4 66,5 35,01 89,95
Cemig CMIG3 37 28,50 29,82
Unibanco
Empresa Ação Preço-alvo (R$) Preço atual (R$)* Potencial de alta (%)
Bradesco BBDC4 Em revisão 49,80
Itaúsa ITSA4 Em revisão