Onde invisto mensalmente para me casar em 2 anos e meio?

Internauta está em dúvida entre Tesouro Direto e previdência privada

Dúvida do internauta: Tenho 28 anos e pretendo me casar no fim de 2016. Vou poupar um valor mensal de 500 reais até a data do casamento. Pelas minhas contas, o prazo até a cerimônia é de dois anos e cinco meses. O que é mais vantajoso, nesse caso: aplicar este valor mensal em previdência privada ou comprar títulos do Tesouro Direto? Há alguma alternativa mais interessante?

Resposta de Samy Dana e Alex Del Giglio*:

Os planos de previdência privada não são a melhor alternativa de investimento para o seu horizonte de tempo.

Sugerimos a compra de títulos do Tesouro Direto como a melhor opção de investimento.

A seguir, expomos três razões que apontam que os títulos públicos são mais vantajosos que os planos de previdência privada, considerando seu horizonte de investimento (dois anos e meio):

• Tributação: Nos planos de previdência, a alíquota de IR será de 27,5% (tabela progressiva) e de 30% (tabela regressiva), ao passo que no Tesouro Direto será de 15%.

• Custos: No Tesouro Direto, a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) cobra uma taxa de custódia de 0,30% ao ano e pode ou não ser cobrada uma taxa de administração pela corretora que transaciona o título. Caso opte por uma corretora que não cobra taxa de administração, você pagará apenas 0,30% ao ano. Já os planos de previdência cobram taxas de administração de, no mínimo, 1,00% ao ano, e alguns planos descontam, ainda, de cada contribuição, uma taxa de carregamento, que fica entre 1,0% e 5,0% do valor aportado.

• Rendimento: O rendimento do Tesouro Direto é previsível caso você fique com o título até o vencimento. Existe opção de compra de títulos prefixados ou pós-fixados, que remuneram acima da inflação. Já os planos de previdência podem apresentar oscilações importantes, inclusive rentabilidade negativa, dependendo da composição da carteira e do mix em renda fixa e variável.

Portanto, no seu caso é mais vantajoso aplicar o valor mensal de 500 reais no Tesouro Direto.

(*) Samy Dana é Ph.D. em Business, professor da FGV e coordenador do Núcleo de Cultura e Criatividade GV Cult. É consultor de empresas nacionais e internacionais dos setores real e financeiro e de órgãos governamentais, além de autor de livros de finanças pessoais. Esta resposta foi escrita em parceria com Alex Del Giglio, economista pela Univerisidade de São Paulo (USP), com extensão em finanças pela ESC Bordeaux e mestrado em Administração pela FGV. Responsável pela área educacional da Prime Finance Investimentos AAI Ltda., com sede em Manaus.

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