Itaú indica as melhores e piores ações para a crise

Analistas do Itaú BBA avaliaram empresas de commodities e deram preferência àquelas que oferecem menor risco ao investidor

São Paulo – Em um relatório divulgado nesta sexta-feira, a equipe de analistas do Itaú BBA avaliou quais são os papéis preferidos e aqueles que devem ser evitados dentro do setor de commodities levando em consideração o atual cenário turbulento. Na visão dos analistas, companhias com forte geração de caixa, baixo endividamento, razoável distribuição de dividendos e boas perspectivas de valorização devem estar na mira dos investidores. Já empresas com características opostas devem ser evitadas a todo custo. Vejas quais são elas a seguir:

Ações prediletas

Vale
Para o Itaú BBA, a empresa continuará desfrutando de altas margens operacionais por ter custos bastante competitivos. Com a deterioração da demanda e do preço das commodities, um movimento umbilicamente ligado à desaceleração econômica da China, a Vale pode reduzir suas despesas com equipamentos e instalações, como já fez em 2008. Os múltiplos da empresa também estão atrativos: a relação do P/L (preço sobre o lucro) é de 5,6 vezes e do EV/ebitda (valor da empresa sobre o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) é de 4,1 vezes. 

CSN
A rentável operação de extração de minério de ferro garante à CSN uma forte geração de caixa. As ações são negociadas a 5,9 vezes o do ebitda (EV/ebitda), patamar que se aproxima da sua média histórica. Os analistas também acreditam que a companhia está mais protegida no momento atual devido a sua alta rentabilidade. 

Klabin
Com um estável crescimento ano após ano, a Klabin deve entregar uma forte geração de caixa. A escolha da ação também se assenta em um perfil mais defensivo e descolado das incertezas econômicas internacionais: 80% das receitas da empresa derivam do mercado doméstico. A expectativa do Itaú Unibanco é que a dívida da companhia feche o ano negociada a duas vezes o valor do seu ebitda. O patamar é bem mais baixo que o traçado para Fibria (3,4 vezes) e Suzano (3,1 vezes).

Ações não recomendadas

Usiminas
O aumento no preço das matérias-primas e a possível desaceleração da demanda estão entre os motivos que devem continuar pressionando o preço do papel para baixo. Para os analistas, a empresa terá um baixo fluxo de caixa e é a mais alavancada do setor: a relação entre a dívida e o ebitda esperada para 2011 é de 2,6, contra 2,4 da CSN e 1,6 da Gerdau.

Fibria
A maré de baixa está arrastando os preços da celulose para baixo, ao mesmo tempo em que crescem os custos de produção em função da apreciação do real. Para o Itaú Unibanco, a Fibria é quem mais sofre: o fluxo de caixa da empresa é baixo e não deve ser suficiente para diminuir a dívida, que deve terminar o ano a 3,4 vezes o ebitda.