Investidor tem até o dia 22 para reservar CRA isento de IR da Raízen

A aplicação mínima é de R$ 10 mil, mas o investidor deve observar que se trata de um papel emitido por uma empresa e garantido por valores a receber

Os investidores qualificados, com mais de R$ 1 milhão em investimentos, têm até dia 22 de fevereiro para reservar os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) da Raízen Energia S.A. O rendimento desses papéis é isento de imposto de renda para pessoas físicas.

O valor total emitido pela empresa será de R$ 750 milhões e contará com duas séries, uma corrigida pelo juro diário do CDI, com vencimento em 17 de março de 2025, e outra que terá como referência a remuneração do título do Tesouro Nacional corrigido pela inflação, a NTN-B, com vencimento em 16 de março de 2026.

No caso do papel corrigido pelo CDI, a taxa máxima aceita será de 99% do CDI. Já no corrigido pela inflação, o limite será o juro pago pela NTN-B com vencimento em 2026 mais 0,10%. Nesse caso, mesmo que o investidor consiga apenas a taxa básica do papel, ainda terá a vantagem de não pagar imposto, que no caso da NTN-B e dos papéis corrigidos pelo CDI é de no mínimo 15%.

A Raízen foi criada em julho de 2011 a partir de uma joint venture entre a brasileira Cosan e a anglo-holandesa Shell, cada uma com 50% de participação. A empresa atua em todo o processo de produção de açúcar e etanol, desde o plantio da cana-de-açúcar, com a Raízen Energia, até a distribuição de combustíveis, por meio da Raízen Combustíveis.

A Raízen é o segundo maior mercado de distribuição da Shell e um importante veículo para a expansão da mesma no segmento de energia renovável. Hoje, é uma das maiores empresas em faturamento do Brasil e atualmente é o principal fabricante de etanol de cana-de-açúcar do país, maior exportador individual de açúcar de cana no mercado internacional e um dos principais players no setor de distribuição e comercialização de combustíveis no Brasil.

A aplicação mínima é de R$ 10 mil, mas o investidor deve observar que se trata de um papel emitido por uma empresa e garantido por valores a receber, no caso, do setor do agronegócio. Não há garantia, como no caso dos papéis emitidos por bancos, e o risco é maior que o de um título público. Também não há garantia de liquidez antes do vencimento, e se o investidor precisar do dinheiro antes, terá de vender o papel para outra pessoa no mercado.

Nesse ponto, o papel da Raízen tem a vantagem de possuir formador de mercado, ou seja, uma corretora que se compromete a negociar uma quantia mínima de títulos todos os dias para garantir a saída dos aplicadores. Mas, de toda maneira, o ideal é que o investidor aplique apenas o dinheiro que poderá ficar aplicado até o prazo final.

Esta reportagem foi publicada originalmente na Arena do Pavini.