Estes CDBs pagam bem mesmo com a taxa de juros em queda

CDBs prefixados ainda oferecem boa rentabilidade para investidores que querem correr pouco risco. Confira os maiores retornos pagos pelos bancos

São Paulo – A projeção de queda na taxa básica de juros assusta investidores mais conservadores, mas não há motivo para arrancar os cabelos. Quem surfou na onda dos altos retornos na renda fixa ainda pode encontrar investimentos de baixo risco que pagam bem – especialmente CDBs prefixados.

Segundo um levantamento do buscador de investimentos Yubb, há CDBs prefixados com prazos de resgate de até cinco anos que pagam até 11,15% ao ano, quase 3 pontos percentuais acima da taxa Selic, atualmente em 8,25%.

É claro que outros investimentos mais arriscados, como ações, podem pagar mais, mas essas aplicações de renda fixa garantem bons retornos para quem quer correr pouco risco.

CDBs e outros títulos prefixados de bancos médios e financeiras – como RDBs, letras financeiras e letras de câmbio – são uma boa alternativa para para investidores conservadores que não têm pressa para resgatar o dinheiro. Mas o que são investimentos prefixados e qual o seu risco?

Como o nome diz, ao investir em uma aplicação prefixada – pode ser um CDB ou um título público, por exemplo – o emissor define uma taxa no momento da aplicação e o investidor sabe exatamente quanto receberá na data de vencimento. É diferente de uma aplicação pós-fixada, quando o retorno é indexado à taxa básica de juros ou a à inflação, por exemplo.

Quem investe em prefixados pode se beneficiar em momentos de queda de inflação e taxa básica de juros. O mercado prevê que a inflação fique abaixo de 3% este ano e sofra um pequeno aumento de 4% no ano que vem, segundo o último Boletim Focus do Banco Central.

A taxa básica de juros deve se manter no patamar de 7% em 2017 e em 2018, mas algumas instituições já veem a possibilidade da Selic cair ainda mais.

“Faz tempo que o mercado espera que os juros caiam e os produtos prefixados já pagaram taxas mais altas, mas ainda é possível encontrar títulos prefixados privados, de prazos  mais longos, que paguem bem”, explica o professor de economia Michael Viriato, coordenador do Laboratório de Finanças do Insper. O retorno mais alto é oferecido pelo risco dos juros não caírem tanto quanto o mercado espera.

Atualmente, investimentos prefixados de bancos médios, principalmente CDBs, pagam retornos maiores do que títulos públicos prefixados. As instituições privadas menores oferecem rentabilidades mais altas como isca para atrair investidores.

Risco

Vale lembrar que a segurança de investir em um banco médio é a mesma de um banco grande, pois, se a instituição quebrar, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) garante até 250 mil reais por CPF.

Investimentos prefixados sofrem variação diária de taxa de compra e venda no mercado, por isso, para garantir a rentabilidade fixada no momento da aplicação, é importante manter o dinheiro investido até o prazo de vencimento.

Quanto maior o prazo, maior o retorno oferecido, pois o risco da taxa de juros voltar a subir – e do prefixado deixar de valer a pena – é maior em um período mais longo.

“Ainda há espaço para os prefixados, mas é melhor investir nos títulos de prazo mais curto, de até três anos. Investir em prefixados de prazo longo é se expor muito à volatilidade da taxa de juros”, acredita o head de renda fixa da XP Investimentos, Bruno Saads.

Na sua avaliação, para o longo prazo, outros investimentos podem ser mais indicados para equilibrar o risco, como os fundos multimercados.

É importante lembrar que não é recomendado investir todo o seu dinheiro em títulos prefixados, já que a rentabilidade fixada só é garantida se o investidor mantiver os recursos aplicados até o vencimento. Mantenha uma parte do seu dinheiro em investimentos com liquidez diária, como títulos públicos indexados à Selic ou CDBs pós-fixados.

Os CDBs prefixados com as maiores rentabilidades

A seguir, confira um levantamento realizado pelo site Yubb dos CDBs prefixados que pagavam as maiores rentabilidades do mercado entre os dias 28 e 29 de setembro, conforme o prazo de vencimento desejado:

Vencimento em 2 anos

Banco emissor Distribuidor Rentabilidade ao ano Investimento mínimo
Agiplan Ourinvest DTVM 9,15% (112% do CDI) R$ 10.000
Pecúnia Ourinvest DTVM 9,03% (110% do CDI) R$ 10.000
Pan Ourinvest DTVM 8,95% (110% do CDI) R$ 10.000
Pine Ourinvest DTVM 8,91% (109% do CDI) R$ 10.000
Fibra Ourinvest DTVM 8,90% (109% do CDI) R$ 20.000
BMG Ourinvest DTVM 8,82% (108% do CDI) R$ 10.000

Vencimento em 3 anos

Banco emissor Distribuidor Rentabilidade ao ano Investimento mínimo
Mercantil Ourinvest DTVM 10,17% (15% do CDI) R$ 10.000
BMG Ourinvest DTVM 9,93% (122% do CDI) R$ 10.000
Fibra Ativa 9,70% (119% do CDI) R$ 10.000
Sofisa Sofisa Direto 9,70% (119% do CDI) R$ 1
Indusval Modal Mais 9,56% (117% do CDI) R$ 5.000
Pine Ativa 9,50% (116% do CDI) R$ 5.000

Vencimento em 4 anos

Banco emissor Distribuidor Rentabilidade ao ano Investimento mínimo
Mercantil Ouroinvest DTVM 10,80% (132% do CDI) R$ 10.000
Fibra Ouroinvest DTVM 10,80% (132% do CDI) R$ 20.000
BMG Ouroinvest DTVM 10,59% (130% do CDI) R$ 10.000
Fibra Ativa 10,40% (127% do CDI) R$ 10.000
Fator Modal Mais 10,22% (125% do CDI) R$ 5.000
Sofisa Sofisa Direto 10,20% (125% do CDI) R$ 1

Vencimento em 5 anos

Banco emissor Distribuidor Rentabilidade ao ano Investimento mínimo
Fibra Ouroinvest DTVM 11,15% (136% do CDI) R$ 20.000
BMG Ouroinvest DTVM 11,03% (135% do CDI) R$ 10.000
Fibra Rico Corretora 11% (135% do CDI) R$ 10.000
BMG Modal Mais 10,75% (132% do CDI) R$ 10.000
Fator Modal Mais 10,54% (129% do CDI) R$ 5.000
Sofisa Sofisa Direto 10,50% (129% do CDI) R$ 1