Confira os fundos de renda fixa que reduziram suas taxas de administração

Sem esse ajuste, algumas carteiras acabariam não rendendo nada ou quase para o cliente, caso de alguns fundos que tinham taxas de 4% a 5,5% ao ano

Os bancos ajustaram as taxas de administração de seus fundos de renda fixa, diante da queda da taxa de juros para 5,5% ao ano. Segundo levantamento feito pela Economatica, oito carteiras promoveram mudanças neste ano, sendo sete neste mês. Sem esse ajuste, algumas carteiras acabariam não rendendo nada ou quase para o cliente, caso de alguns fundos que tinham taxas de 4% a 5,5% ao ano. O Santander foi o que teve mais fundos com cortes de taxas, com reduções de até 2,8 pontos percentuais. Agora, as carteiras cobram 2,7%, uma taxa ainda alta para o nível de juros, mas que é justificado pelo banco pelo fato de os fundos terem aplicação e resgate automático.

Na tabela, é possível ver o impacto que a taxa de administração tem sobre o desempenho do fundo. Alguns fundos renderam o equivalente a apenas 9,4% do CDI em um ano. O percentual é menor nos prazos mais curtos, pois é justamente quando os juros caem e o impacto da taxa fica mais aparente. Esse mesmo fundo rendeu o equivalente a 37% do CDI em cinco anos. Quando os juros são altos, a taxa de administração tem efeito menor pois representa um percentual menor do ganho total obtido pelo fundo. E esse ganho do fundo não tem ainda o desconto do imposto de renda, que pode chegar a 22,5% do rendimento.

O corte mais recente foi do Bradesco Vênus, de 3,5% ao ano para 2,5%. É possível que outros bancos cortem as taxas de seus fundos, que em alguns casos ainda estão muito altas para o atual nível de juros, em alguns casos proporcionando ganho ao banco superior ao pago ao clientes.

O ideal é que o investidor sempre verifique a taxa cobrada no fundo e procure opções mais baratas e também mais rentáveis, de acordo com o perfil dos recursos, o prazo que o dinheiro pode ficar aplicado e o nível de risco que o fundo pode ter. É o caso dos fundos de crédito, por exemplo, que podem ter perdas se alguma empresa emissora entrar em dificuldades. Há ainda fundos de inflação de longo prazo, que podem ter oscilações e perdas temporárias com a alta dos juros, e por isso não são recomendados para aplicações de curto prazo.

Nome Gestora Patrimônio Cotistas Tx. Adm. Nova taxa Redução Mudança % CDI 1 ano % CDI 2 anos 3 anos 4 anos 5 anos
Bradesco RF Venus Bram 111.028 6.949 3,50 2,50 -1,00 23/09/2019 47,43 46,33 57,51 61,93 61,95
Santander Inteligente CP Santander 117.535 17.275 5,50 2,70 -2,80 19/09/2019 9,4 11,92 27,91 36,06 37,74
SantanderClassic DI Santander 396.256 54.729 5,00 2,70 -2,30 19/09/2019 17,46 19,59 34,38 41,66 43,25
Santander Empresas CP Santander 248.807 12.734 5,00 2,70 -2,30 19/09/2019 17,7 19,83 34,2 41,49 42,88
Santander Extra DI Santander 55.368 17.520 4,20 2,70 -1,50 19/09/2019 28,04 29,76 42,65 48,86 50,24
Santander Top RF Santander 54.326 13.777 4,00 2,70 -1,30 19/09/2019 33,06 35,14 47,14 52,74 53,73
Santander Supremo DI Santander 745.547 10.142 3,20 2,70 -0,50 19/09/2019 49,01 49,79 59,65 63,85 64,92
Safra Pratico CP Aplic Auto Safra Asset 114.144 6.872 4,80 3,50 -1,30 12/08/2019 21,93 22,91 36,29 43,1 44,39
Itau Seleção Multifundos RF Itau 543.379 5.700 1,70 1,20 -0,50 21/05/2019
Sicredi RF Inflacao LP Sicredi 482.346 6.645 0,60 0,50 -0,10 28/02/2019 474,24 242,68 200,57 197,83 155,63

Fonte: Economatica

*Esta matéria foi publicada originalmente no site Arena do Pavini