Buscador diz tudo o que você precisa saber para aplicar em fundos

Em um cenário de Selic no menor patamar histórico, os investidores ajustam suas carteiras. Mas garimpar os melhores fundos se tornou um processo bem difícil

São Paulo — Em um cenário de taxa Selic no menor patamar histórico, os investidores se movimentam para ajustar suas carteiras. Mas garimpar as melhores opções de fundos se tornou um processo ainda mais difícil.

Pensando nisso, a publicadora financeira Empiricus em parceria com a empresa de informações financeiras Quantum lançaram um buscador de fundos que mostra tudo o que é preciso saber antes de aplicar nesse tipo de produto.

Online e 100% gratuito —inclusive para não clientes da Empiricus—, o buscador tem alguns diferenciais em relação a outras ferramentas no mercado. Ele mostra, por exemplo, qual é a taxa de administração dos fundos, as dez maiores posições das carteiras e faz um comparativo lado a lado de até três produtos diferentes.

Também são fornecidas informações sobre aplicação mínima e adicional, prazo para resgate, histórico de retorno máximo e mínimo do produto, rendimento mês a mês e em longo prazo, e comparativo de rendimento com índices referenciais.

“Hoje, todos os gestores grandes usam o sistema Quantum para acessar as informações sobre os fundos. Mas é uma ferramenta cara para o pequeno investidor. Com essa parceria que deu origem ao buscador, nossa intenção é democratizar o acesso a essas informações”, diz a planejadora financeira Luciana Seabra, responsável pela série Os Melhores Fundos de Investimento, da Empiricus.

“As informações estão na CVM, mas dispersas e difíceis de encontrar. O buscador consegue consolidar tudo em uma só página e fazer comparações. O investidor só precisa do nome ou CNPJ do fundo, e pronto”, afirma Luciana.

É preciso estar atento a um ponto: embora o buscador seja gratuito, o usuário deverá cadastrar seu e-mail para utilizar a ferramenta e, com isso, poderá receber e-mails da consultoria com ofertas de produtos pagos.

Cenário

Segundo a planejadora financeira, estamos em um ponto de virada. “O investidor está olhando para a carteira dele e está vendo que não tem mais 1% ao mês na renda fixa, já que os juros caíram. Tem muita gente indo para os fundos multimercados e de ações. O investidor está mais propenso ao risco”, explica.

A orientação de Luciana é que o investidor mantenha sua reserva de liquidez em produtos mais conservadores, como os fundos DI, mas teste uma parte pequena dos recursos em ativos de maior risco. “Na renda fixa, tem que olhar muito a taxa de administração. As pessoas físicas conseguem fazer isso sozinhas.”

“O que vai fazer a diferença em 2018 é pagar pouco pela renda fixa e ter uma análise bem criteriosa para selecionar os fundos multimercados e de ações para uma pequena parcela de seus investimentos com maior risco. Os multimercados vão ter que operar em ações, no exterior etc. Só fazer a renda fixa não vai mais bastar. Está muito mais difícil escolher um fundo multimercado hoje em dia”, diz.

 

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