Banco das marcas Renault e Nissan aposta em plataforma de investimento

Aplicativo oferta dois CDBs, um com liquidez diária e retorno de 102% do CDI e outro com resgate após um ano e retorno de 108% do CDI

São Paulo – Depois de financiar a compra de veículos das marcas Renault e Nissan por 18 anos, o Banco RCI Brasil virou a chave para ir além da oferta de crédito. A instituição, que é braço financeiro das duas montadoras no país e tem 316 mil clientes e uma carteira de crédito de 10 bilhões de reais, lançou em março uma plataforma de investimentos, que já conta com 5 mil investidores.

Por enquanto, a ferramenta oferece apenas dois produtos de investimento. São certificados de depósito bancário (CDB) — um com liquidez diária e retorno de 102% do CDI e outro com resgate após um ano e retorno de 108% do CDI. Os dois contam com proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), e o valor mínimo de aplicação é de 500 reais. 

A emissão do CDB sem liquidez é uma solicitação dos próprios investidores, que têm canal aberto com o RCI. “Preconizamos conhecer nossos clientes e agora investidores”, afirma Andrea Arrossi, diretora administrativa e financeira para o Brasil e a América Latina (Argentina e Colômbia). Até por isso, os produtos do RCI não serão disponibilizados, em um primeiro momento, em plataformas abertas de investimento, como da XP ou do BTG.

De acordo com levantamento realizado pelo buscador Yubb, abrir uma conta na plataforma do RCI leva pouco mais que 30 minutos — o que faz dela a melhor colocada no ranking de bancos. Já na comparação com todas as instituições financeiras, só perde para a da XP Investimentos.

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“A gente queria ter a melhor plataforma do mercado, de modo que o cadastro não fosse um pesadelo”, diz Elizandra Costa, gerente-executiva de clientes e operações. “Nunca fomos um nome popular no mercado, mas, quando as pessoas sabem que somos o banco das montadoras, se sentem mais seguras para investir, pois conhecem as marcas.”

E por que a plataforma do RCI começou com CDBs? O motivo é a necessidade do banco de diversificar as fontes de financiamento, que até então se concentravam em letras financeiras, letras cambiais, certificados de depósitos interfinanceiro (CDI) e fundos de investimento em direitos creditórios (Fidcs). Ao todo, a instituição tem 7 bilhões de reais em funding. “Não podemos nos esquecer de que estamos aqui para ajudar as marcas venderem carros. Foi assim que nasceu o interesse pelo CDB, que deve responder por 20% do funding total”, diz Arrossi.

 

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