As ações que pagam dividendos mais indicadas para abril

Ações da Telefônica Vivo são as mais indicadas pelas corretoras para o mês de abril, seguidas pelos papéis da AES Tietê, BB Seguridade e Cielo

São Paulo – Entre as ações boas pagadoras de lucro, a Telefônica foi a mais indicada para abril. Os papéis da empresa de telefonia foram sugeridos em cinco das nove carteiras de dividendos enviadas por corretoras a EXAME.com.

As ações da AES TietêBB Seguridade e da Cielo ficaram empatadas em segundo lugar, presentes em quatro dos nove portfólios recebidos.

Os dividendos são os lucros repassados pelas empresas aos seus acionistas. As ações que pagam mais dividendos costumam ser líderes de mercado ou operar em setores com demanda estável, como o de energia e o financeiro. Por serem negócios mais estáveis, a exigência de reinvestimento dos lucros na empresa é baixa, o que permite que sejam distribuídos lucros maiores aos investidores.

Essas características também levam esse tipo de ação a não oscilar tanto na bolsa como as de outras empresas, mais sensíveis a mudanças no cenário econômico. Por essa razão, as ações boas pagadoras de dividendos são chamadas também de ações defensivas.

Veja também as carteiras de ações recomendadas por 16 corretoras para abril.

Justificativas para as indicações

As ações da Telefônica (VIVT4) são recomendadas pelos analistas da Guide por conta da solidez do seu setor de atuação e pelos seus resultados consistentes, registrados em um cenário econômico adverso. O relatório da Guide também destaca que a empresa deve distribuir 5,10% do valor da ação em dividendos neste ano, e que a companhia mantém um índice de alavancagem (relação entre endividamento e patrimônio) confortável. 

Já as ações da empresa de geração de energia que atua no estado de São Paulo, a AES Tietê (TIET11), foram incluídas na carteira de dividendos do Citi porque a empresa deve entrar em um ciclo de resultados financeiros mais fortes diante da melhoria no quadro de abastecimento de água na região. Além disso, a expectativa é que a empresa pague um grande volume de dividendos no mês de abril.

Os analistas do Santander apontam que 40% da geração de caixa da BB Seguridade (BBSE3) vem de ganhos obtidos com o investimento dos valores captados na venda de seguros em aplicações de renda fixa, que têm se mostrado atrativas com o alto patamar da taxa básica de juros (Selic). Isso tende a aumentar os lucros do braço segurador do grupo Banco do Brasil e, consequentemente, os valores distribuídos como dividendos aos acionistas. 

Os papéis da Cielo (CIEL3) são recomendados pelos analistas do Citi por conta do consistente histórico de resultados da empresa processadora de cartões, que atua em um segmento com alto potencial de crescimento no país. Como consequência, a expectativa é que o lucro por ação da empresa registre crescimento superior a 10% nos próximos três anos. 

Recorde de alta

No mês de março, o Idiv (Índice Dividendos), que mede o comportamento das ações boas pagadoras de lucro, teve alta de 20,54%. Já o Ibovespa, principal índice de referência da bolsa brasileira, fechou o mês com alta de 16,97%.

Em linha com o Ibovespa e o Idiv, oito das nove carteiras de dividendos registraram performance positiva em março. O melhor resultado foi apresentado pela carteira da Coinvalores, que subiu 21,61% no mês. Já a carteira da Ativa registrou o pior desempenho: queda de 1,40%. 

Em março, o Ibovespa, principal índice da bolsa no Brasil, registrou a maior alta mensal desde 2002, impulsionado pelo aumento da expectativa sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff. 

No exterior, o destaque do mês foi a reunião de política monetária do Fed, o banco central americano. Com riscos no cenário internacional, e alguma fraqueza da economia nacional, o Fed projeta agora apenas duas elevações de juros ao longo deste ano, e não quatro como afirmava em dezembro do ano passado, o que colaborou para enfraquecer o dólar ante o real, dizem os analistas da Guide, em relatório.

Contudo, os analistas da corretora ainda não vislumbram melhora na política fiscal nacional, e apontam que a crise política continua a adiar os ajustes estruturais necessários para melhorar a situação econômica do país. Assim, apesar da melhora de expectativas no campo político, os fundamentos da economia continuam a se deteriorar, o que pode se refletir de forma negativa no valor de diversas ações nos próximos meses.

Confira a seguir as carteiras recomendadas de dividendos para abril. 

Ativa

Desempenho em março: -1,40%. Desempenho no ano: -6%.

Ação incluída: Itaú Unibanco. Ação retirada: Valid.

Ação Preço-alvo Yield estimado para 2016 Peso
Ambev (ABEV3) ND ND 20%
Cielo (CIEL3) ND ND 20%
Itaú Unibanco (ITUB4) ND ND 20%
Metal Leve (LEVE3) ND ND 20%
SulAmérica (SULA11) ND ND 20%

Citi

Desempenho em março: +5,2%.  Desempenho no ano: +2,8%.

Ação incluída: AES Tietê. Ação retirada: Valid.

Ação Preço-alvo Yield Estimado para 2016 Peso
AES Tietê (TIET11) R$ 16,70 10,6% 20%
Ambev (ABEV3) R$ 23,00 4,60% 20%
BB Seguridade (BBSE3) R$ 32,80 6,00% 20%
Cielo (CIEL3) R$ 40,00 1,80% 20%
Sabesp (SBSP3) R$ 28,70 1,80% 20%

Coinvalores

Desempenho em março: +21,61%. Desempenho no ano: +28,72%.

Ações incluídas: Celesc e Copel. Ações retiradas: Bradesco e Telefônica.

Ação Preço-alvo Yield estimado para 2016 Peso
AES Tietê (TIET11) ND ND 16,6%
Celesc (CLSC4) ND ND 16,6%
Copel (CPLE6) ND ND 16,6%
CVC (CVCB3) ND ND 16,6%
Smiles (SMLE3) ND ND 16,6%
Telefônica Vivo (VIVT4) ND ND 16,6%
 

Guide 

Desempenho em março: +11,01%. Desempenho no ano: .+13,69%

Não houve alterações na carteira para abril. 

Ação Preço-alvo Yield Estimado para 2016 Peso
AES Tietê (TIET11) ND 9,64% 20%
Alupar (ALUP11) ND 7,88% 20%
Ambev (ABEV3) ND 4,83% 20%
Taesa (TAEE11) ND 10,13% 20%
Telefônica Brasil (VIVT4) ND 5,34% 20%

Magliano 

Desempenho em março: +13,37%. Desempenho no ano: +16,80%.

Não houve alterações na carteira para abril.

Ação Preço-alvo Yield Estimado para 2016 Peso
Comgás (CGAS5) ND 5,64% 33,33%
Eletropaulo (ELPL4) ND 0,60% 33,33%
Telefônica Brasil (VIVT4) ND 2,02% 33,33%

Planner

Desempenho em março: +11,09%. Desempenho no ano: +16,74%.

Ações incluídas: Copel. Grendene e Itaúsa. Ações retiradas: Alpargatas, Banco do Brasil e CCR.

Ação Preço-alvo Yield estimado para 2016 Peso
Copel (CPLE6) R$ 34,00 3,3% 20%
Eztec (EZTC3) R$ 22,70 4,0% 20%
Grendene (GRND3) R$ 19,00 6,9% 20%
Itaúsa (ITSA4) R$ 9,30 4,5% 20%
Totvs (TOTS3) R$ 35,00 3,7% 20%

Quantitas 

Desempenho em março: +9,35%. Desempenho no ano: +10,43%.

Ação incluída: CPFL. Ação retirada: Valid.

Ação Preço-alvo Yield estimado para 2015 Peso
BB Seguridade (BBSE3) ND ND 12,50%
Bradesco (BBDC4) ND ND 12,50%
Braskem (BRKM5) ND ND 12,50%
Cielo (CIEL3) ND ND 12,50%
CPFL (CPFE3) ND ND 12,50%
Grendene (GRND3) ND ND 12,50%
Itaúsa (ITSA4) ND ND 12,50%
Telefônica Vivo (VIVT4) ND ND 12,50%

Rico

Desempenho em março: +8,55%. Desempenho no ano: +12,64%.

Ação incluída: Banco do Brasil. Ação retirada: Alupar.

Ação Preço-alvo Yield Estimado para 2015 Pesos
Banco do Brasil (BBAS3) ND ND 12,50%
BB Seguridade (BBSE3) ND ND 12,50%
Equatorial (EQTL3) ND ND 12,50%
Grendene (GRND3) ND ND 12,50%
Metal Leve (LEVE3) ND ND 12,50%
Natura (NATU3) ND ND 12,50%
Telefônica Vivo (VIVT4) ND ND 12,50%
Transmissão Paulista (TRPL4) ND ND 12,50%

Santander 

Desempenho em março: +13,60%. Desempenho no ano: +17,14%.

Ação incluída: Banco do Brasil. Ação retirada: Nenhuma.

Ação Preço-alvo* Yield Estimado para 2016 Peso
AES Tietê (TIET11) R$ 18,70 9,70% 12%
Alupar (ALUP11) R$ 15,70 7,70% 14%
Banco do Brasil (BBAS3) Em revisão 5,80% 18%
BB Seguridade (BBSE3) R$ 40,00 5,60% 1%
Cielo (CIEL3) R$ 47,00 2,00% 15%
Itaú (ITUB4) R$ 33,00 5,00% 20%
Porto Seguro (PSSA3) R$ 39,00 4,70% 12%
Taesa (TAEE11) Em revisão 10,00% 12%