As ações mais indicadas para dezembro, segundo 20 corretoras

Ações preferenciais da Petrobras receberam 14 indicações para o mês entre 20 carteiras. Veja o levantamento completo feito por EXAME.com

São Paulo – As ações da Petrobras (PETR4) ficaram no topo das indicações de corretoras e bancos para dezembro. Elas foram sugeridas em 14 das 20 carteiras recomendadas de ações recebidas por EXAME.com neste mês.

Na segunda colocação, houve empate entre Banco do Brasil (BBAS3) e Itaú Unibanco (ITUB4), com 11 indicações cada uma. Já a produtora de papel e celulose Suzano (SUZB5), que foi citada 10 vezes, ficou em terceiro lugar e completou o pódio.

No mês de novembro, a carteira com melhor desempenho foi a da Nova Futura, que registrou leve valorização de 0,28%, enquanto o Ibovespa —principal índice da Bolsa brasileira— recuou 4,65% no período.

Na outra ponta, a carteira da Bradesco Corretora apresentou o pior desempenho no mês passado, uma queda de 10,4%.

A carteira da Nova Futura foi a única que teve desempenho positivo em novembro, dentre os 20 portfólios recebidos por EXAME.com. A metade deles teve resultado pior que o do Ibovespa no período.

As mais indicadas

No geral, as avaliações para a Petrobras citam otimismo com a nova direção da companhia, mais voltada a decisões pró-mercado, o que agrega valor aos acionistas.

Segundo a Spinelli, também ajuda a estatal o real mais valorizado (devido ao alto endividamento em dólar), apesar da recente alta da moeda americana. A corretora também vê com bons olhos o alongamento de parte da dívida da petroleira e a execução do plano de desinvestimento.

Para o Itaú Unibanco, em geral, os analistas enfatizam que a instituição financeira combina múltiplos atrativos, boa gestão e forte capacidade de entrega de resultados.

Para a Citi Corretora, o Itaú é bastante eficiente e conta com “balanço sólido” —”o excesso de capital proporciona flexibilidade ao banco para aquisições ou para elevar o retorno aos acionistas via elevação do payout ratio” (taxa que mede o quanto a empresa remunera o acionista).

Além disso, a Citi comenta que o Itaú possui o maior ROE (Retorno sobre o Patrimônio, na sigla em inglês) do sistema bancário brasileiro, por isso deve negociar com prêmio em relação aos pares.

Sobre o Banco do Brasil, a Santander Corretora ressaltou que o banco é historicamente um bom pagador de dividendos e também se beneficiaria de uma queda adicional da curva de juros futuros.

A equipe do Santander também chama atenção para o fato de o BB ter anunciado um plano de reestruturação administrativa em novembro, com o
fechamento de 402 agências e simplificação de outras 379, além do plano de aposentadoria antecipada, que “devem deixar o banco mais enxuto para surfar a retomada da economia brasileira”.

Veja abaixo as carteiras recomendadas por 20 corretoras para o mês de dezembro. Elas estão organizadas por ordem alfabética.

Ativa

Desempenho em novembro: -2,39%. Desempenho em 2016: 32,29%.

Não houve alterações na carteira no mês

Ação Preço-alvo, em R$ Peso, em %
Banco do Brasil (BBAS3) ND 5
BR Malls (BRML3) ND 10
Equatorial (EQTL3) ND 10
Gerdau (GGBR4) ND 10
Itaú Unibanco (ITUB4) ND 15
Petrobras (PETR4) ND 15
Raia Drogasil (RADL3) ND 10
Suzano (SUZB5) ND 10
Ultrapar (UGPA3) ND 10
Via Varejo (VVAR11) ND 5

BB Investimentos

Desempenho em novembro: -2,92%. Desempenho em 2016: 42,41%.

Ações incluídas: Bradesco, Multiplan, Raia Drogasil e Via Varejo.

Ações retiradas: ABC Brasil, Cielo, CVC, Gerdau, Smiles e Vale.

Ação Preço-alvo, em R$ Peso, em %
Bradesco (BBDC4) ND 20
Itaú Unibanco (ITUB4) ND 20
Multiplan (MULT3) ND 10
Pão de Açúcar (PCAR4) ND 10
Petrobras (PETR4) ND 15
Raia Drogasil (RADL3) ND 15
Via Varejo (VVAR11) ND 10

Bradesco Corretora

Desempenho em novembro: -10,4%. Desempenho em 2016: 29,1%.

Ações incluídas: Itaú e Klabin.

Ações retiradas: Iguatemi e Telefônica Brasil.

Ação Preço-alvo, em R$ Peso, em %
Banco do Brasil (BBAS3) 36 10
BM&F Bovespa (BVMF3) 24 10
Cesp (CESP6) 17,8 10
Copel (CPLE6) 51 10
Itaú (ITUB4) 42 10
Klabin (KLBN11) 18 10
Transmissão Paulista (TRPL4) 89 10
Lojas Americanas (LAME4) 24 10
Petrobras (PETR4) 21 10
Raia Drogasil (RADL3) 78 10

Citi

Desempenho em novembro: -4,9%. Desempenho em 2016: 11,9%.

Ações incluídas: Itaú Unibanco, Raia Drogasil e Braskem.

Ações retiradas: Cielo, BRF e Renner.

Ação Preço-alvo, em R$ Peso, em %
Braskem (BRKM5) 36,00 10
Ecorodovias (ECOR3) 10,80 10
Energisa (ENGI11) 26,30 10
Gerdau (GGBR4) 14,30 10
Itaú Unibanco (ITUB4) 41,00 10
Light (LIGT3) 22,00 10
Petrobras (PETR4) 21,50 10
Raia Drogasil (RADL3) 78,60 10
Suzano (SUZB5) 15,80 10
Taesa (TAEE11) 25,90 10

Coinvalores

Desempenho em novembro: -4,8%. Desempenho em 2016: 25,6%.

Ações incluídas: Petrobras e Suzano.

Ação retirada: Even.

Ação Preço-alvo, em R$ Peso, em %
Alupar (ALUP11) ND 6
Bradesco (BBDC4) ND 5
BRF (BRFS3) ND 8
CCR (CCRO3) ND 6
Gerdau (GGBR4) ND 8
Itaú Unibanco (ITUB4) ND 5
Kroton (KROT3) ND 6
Light (LIGT3) ND 6
Petrobras (PETR4) ND 8
Renner (LREN3) ND 6
São Carlos (SCAR3) ND 6
Smiles (SMLE3) ND 8
Suzano (SUZB5) ND 6
Triunfo (TPIS3) ND 8
Vale (VALE5) ND 8

Elite

Desempenho em novembro: -5,65%. Desempenho em 2016: 40,94%.

Não houve alterações na carteira do mês.

Ação Preço-alvo, em R$ Peso, em %
Ambev (ABEV3) ND 10
BB Seguridade (BBSE3) ND 5
Bradesco (BBDC4) ND 10
BRF (BRFS3) ND 5
Cetip (CTIP3) ND 5
Cielo (CIEL3) ND 5
Hypermarcas (HYPE3) ND 5
Itaú Unibanco (ITUB4) ND 15
Klabin (KLBN11) ND 5
Kroton (KROT3) ND 5
Localiza (RENT3) ND 5
Petrobras (PETR4) ND 5
Qualicorp (QUAL3) ND 5
Renner (LREN3) ND 5
Ultrapar (UGPA3) ND 5
Vale (VALE5) ND 5

Geração Futuro

Desempenho em novembro: -5,87%. Desempenho em 2016: 25,36%.

Ações incluídas: Banco do Brasil, B2W e Sabesp.

Ações retiradas: Bradesco, Lojas Americanas e Vale.

Ação Preço-alvo, em R$ Peso, em %
B2W (BTOW3) ND 7,5
Banco do Brasil (BBAS3) ND 10
BB Seguridade (BBSE3) ND 5
Braskem (BRKM5) ND 5
Copel (CPLE6) ND 7,5
Itaú Unibanco (ITUB4) ND 10
Minerva (BEEF3) ND 5
Petrobras (PETR4) ND 5
Raia Drogasil (RADL3) ND 7,5
Sabesp (SBSP3) ND 7,5
Ser Educacional (SEER3) ND 7,5
Suzano (SUZB5) ND 7,5
Telefônica Brasil – Vivo (VIVT4) ND 7,5
Transmissão Paulista (TRPL4) ND 7,5

Geral

Desempenho em novembro: -6,45%. Desempenho em 2016: 10,85%.

Ações incluídas: Suzano e Valid.

Ações retiradas: Itaú Unibanco e Minerva.

Ação Preço-alvo, em R$ Peso, em %
AES Tietê (TIET11) ND 10
Bradesco (BBDC4) ND 10
BR Malls (BRML3) ND 10
Hypermarcas (HYPE3) ND 10
Kroton (KROT3) ND 10
Lojas Renner ND 10
Raia Drogasil (RADL3) ND 10
Suzano (SUZB5) ND 10
Ultrapar (UGPA3) ND 10
Valid (VLID3) ND 10

Guide

Desempenho em novembro: -4,62%. Desempenho em 2016: 1,50%.

Ações incluídas: Banco do Brasil, BM&FBovespa, Cosan, Itaúsa, Sabesp e Telefônica Brasil.

Ações retiradas: Ambev. BR Malls, Itaú Unibanco, Klabin, São Martinho e Taesa.

Ação Preço-alvo, em R$ Peso, em %
Banco do Brasil (BBAS3) ND 10
BM&FBovespa (BVMF3) ND 10
BRF (BRFS3) ND 10
Cosan (CSAN3) ND 10
EcoRodovias (ECOR3) ND 10
Eletrobrás (ELET6) ND 10
Itaúsa (ITSA4) ND 10
Sabesp (SBSP3) ND 10
Suzano (SUZB5) ND 10
Telefônica Brasil (VIVT4) ND 10

Lerosa

Desempenho em novembro: -1,50%. Desempenho em 2016: 13,60%.

Ação incluída: Ambev.

Ação retirada: Renner.

Ação Preço-alvo, em R$ Peso, em %
Ambev (ABEV3) ND 10
Banco do Brasil (BBAS3) ND 10
BB Seguridade (BBSE3) ND 10
BRF (BRFS3) ND 10
Cosan (CSAN3) ND 10
Embraer (EMBR3) ND 5
Hypermarcas (HYPE3) ND 5
Klabin (KLBN11) ND 10
Minerva (BEEF3) ND 10
São Martinho (SMTO3) ND 5
Suzano (SUZB5) ND 10
Vivo (VIVT4) ND 5

Magliano

Desempenho em novembro: -0,66%. Desempenho em 2016: 35,3%.

Não houve alterações na carteira no mês

Ação Preço-alvo, em R$ Peso, em %
Cemig (CMIG4) 11,46 10
Fibria (FIBR3) 66,22 10
Fleury (FLRY3) 49,75 10
Gerdau (GGBR4) 15,11 10
Itaú Unibanco (ITUB4) 45,42 10
Petrobras (PETR4) 22,02 10
Raia Drogasil (RADL3) 89,37 10
Sabesp (SBSP3) 40,9 10
Ultrapar (UGPA3) 93,9 10
Vale (VALE5) 32,5 10

Nova Futura

Desempenho em novembro: 0,28%. Desempenho em 2016: não disponível (a carteira teve início em agosto).

Ações incluídas: CPFL, Sulamérica e Suzano.

Ações retiradas: Hering, M. Dias Branco, Pão de Açúcar e Rumo.

Ação Preço-alvo, em R$ Peso, em %
Banco do Brasil (BBAS3) ND 10
BB Seguridade (BBSE3) ND 5
CPFL (CPFE3) ND 10
Embraer (EMBR3) ND 5
Fibria (FIBR3) ND 10
Gerdau (GGBR4) ND 10
Petrobras (PETR4) ND 20
Sulamérica (SULA11) ND 5
Suzano (SUZB5) ND 5
Vale (VALE5) ND 20

Planner

Desempenho em novembro: -9,13%. Desempenho em 2016: 19,76%.

Ações incluídas: Cyrela e Multiplan.

Ações retiradas: Lojas Renner e Multiplus.

Ação Preço-alvo, em R$ Peso, em %
BB Seguridade (BBSE3) 37 10
Bradesco (BBDC4) 36 10
CCR (CCRO3) 19,2 10
Cyrela (CYRE3) 10,4 10
Hypermarcas (HYPE3) 29 10
Itaúsa (ITSA4) 11,3 10
Klabin (KLBN11) 20 10
Kroton (KROT3) 16 10
Multiplan (MULT3) 65 10
Ultrapar (UGPA3) 82 10

Quantitas

Desempenho em novembro: -2,30%. Desempenho em 2016: 49,51%.

Ações incluídas: Ambev, Bradesco e Multiplan.

Ações retiradas: Itaú Unibanco e Kroton.

Ação Preço-alvo, em R$ Peso, em %
Ambev (ABEV3) ND 10
Banco do Brasil (BBAS3) ND 10
Bradesco (BBDC4) ND 7,5
BRF (BRFS3) ND 7,5
CVC (CVCB3) ND 5
Hypermarcas (HYPE3) ND 10
Klabin (KLBN11) ND 10
Minerva (BEEF3) ND 7,5
Multiplan (MULT3) ND 5
Petrobras (PETR4) ND 10
SLC Agrícola (SLCE3) ND 10
Transmissão Paulista (TRPL4) ND 7,5

Rico

Desempenho em novembro: -8,67%. Desempenho em 2016: 17,88%.

Ações incluídas: Multiplan, Petrobras, Rumo, Banco do Brasil, Hypermarcas, ABC Brasil e Copasa.

Ações retiradas: Braskem, Embraer, Equatorial, Kroton, Pão de Açúcar, Raia Drogasil e Renner.

Ação Preço-alvo, em R$ Peso, em %
ABC Brasil (ABCB4) ND 10
Banco do Brasil (BBAS3) ND 10
BM&F Bovespa (BVMF3) ND 10
Copasa (CSMG3) ND 10
Cosan (CSAN3) ND 10
Hypermarcas (HYPE3) ND 10
Itaú Unibanco (ITUB4) ND 10
Multiplan (MULT3) ND 10
Petrobras (PETR4) ND 10
Rumo (RUMO3) ND 10

Santander

Desempenho em novembro: -7,82%. Desempenho em 2016: 19,53%.

Ação incluída: Suzano.

Ação retirada: Cemig.

Ação Preço-alvo, em R$ Peso, em %
Banco do Brasil (BBAS3) 37,00 18
Cielo (CIEL3) 35,00 17
Cosan (CSAN3) 50,60 12
Petrobras (PETR3) 23,25 17
Raia Drogasil (RADL3) 80,00 12
Rumo (RUMO3) 9,00 12
Suzano (SUZB5) 15,00 12

Socopa

Desempenho em novembro: -4,75%. Desempenho em 2016: 30,93%.

Ação incluída: Ambev.

Ação retirada: Renner.

Ação Preço-alvo, em R$ Peso, em %
Ambev (ABEV3) ND 20
Banco do Brasil (BBAS3) ND 20
BR Malls (BRML3) ND 20
Even (EVEN3) ND 20
Minerva (BEEF3) ND 20

Spinelli

Desempenho em novembro: -4,1%. Desempenho em 2016: não disponível (a carteira teve início em maio).

Ações incluídas: Bradesco, Lojas Americanas, Magazine Luiza, Marfrig, Suzano e Gafisa.

Ações retiradas: ABC Brasil, BR Malls, BRF, BTG Pactual, Cosan, Gerdau, Guararapes e São Martinho.

Ação Preço-alvo, em R$ Peso, em %
Bradesco (BBDC4) ND 12,5
Braskem (BRKM5) ND 7,5
Embraer (EMBR3) ND 7,5
Fras-le (FRAS3) ND 5
Gafisa (GFSA3) ND 5
Itaú Unibanco (ITUB4) ND 10
Lojas Americanas (LAME4) ND 7,5
Magazine Luiza (MGLU3) ND 7,5
Marfrig (MRFG3) ND 7,5
Petrobras (PETR4) ND 7,5
Rumo (RUMO3) ND 7,5
Suzano (SUZB5) ND 7,5
Via Varejo (VVAR11) ND 7,5

Walpires

Desempenho em novembro: -1,58%. Desempenho em 2016: 20,73%.

Ações incluídas: Cemig, Pão de Açúcar, Petrobras, Gerdau Metalúrgica, Sabesp e Transmissão Paulista.

Ações retiradas: Arezzo, Braskem, Embraer, Lojas Americanas, Odontoprev e Profarma.

Ação Preço-alvo, em R$ Peso, em %
Bradesco (BBDC4) ND 10
Cemig (CMIG4) ND 10
Fibria (FIBR3) ND 10
Gerdau Metalúrgica (GOAU4) ND 10
Hypermarcas (HYPE3) ND 10
Pão de Açúcar (PCAR4) ND 10
Petrobras (PETR4) ND 10
Sabesp (SBSP3) ND 10
Transmissão Paulista (TRPL4) ND 10
Vale (VALE5) ND 10

XP Investimentos

Desempenho em novembro: -4,5%. Desempenho em 2016: 47,4%.

Ações incluídas: Fibria e Embraer.

Ações retiradas: Rumo e Ecorodovias.

Ação Preço-alvo, em R$ Peso, em %
Banco do Brasil (BBAS3) ND 15
BB Seguridade (BBSE3) ND 10
Eletrobras (ELET6) ND 7
Embraer (EMBR3) ND 3
Fibria (FIBR3) ND 5
Gerdau (GGBR4) ND 10
Itaú Unibanco (ITUB4) ND 29
Petrobras (PETR4) ND 15
Sabesp (SBSP3) ND 6
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  1. TRUMP: UMA OPORTUNIDADE GANHA-GANHA PARA O BRASIL

    Trump voltou a fazer comícios. Agora para agradecer os votos e renovar os compromissos de campanha. Nunca um Presidente eleito fez algo parecido. Falou em paz e conciliação, mas manteve o ataque à mídia. A mensagem é muito clara: “Ganhamos a eleição e vão fazer o que prometemos.” Apesar de ter um Congresso Republicano, Trump vai continuar falando com o eleitor para pressionar sua agenda.

    Devem apertar os cintos, os que temem um aumento dos gastos (redução de 20% nos impostos, um trilhão de dólares em infraestrutura, aumento das despesas sociais) e com ela o aumento da inflação e dos juros!

    A ironia é que o Brasil pode ganhar com o acerto ou com os erros do Trump. A participação do mercado externo na economia brasileira e americana é respectivamente, 12% e 13% do PIB (https://abrilexame.files.wordpress.com/2016/12/dent.jpg). Portanto, são economias relativamente muito fechadas. A diferença é que a balança comercial brasileira está no positivo, enquanto a dos EUA tem um déficit de meio trilhão de dólares. Já as trocas comerciais entre os dois países estão em níveis ridículos, graças as políticas adotadas por Lula e Dilma.

    É certo que 45% das ações brasileiras está nas mãos dos investidores americanos. Mas todas as empresas do Ibovespa juntas, valem cerca de uma Apple, não a fruta, mas a fabricante de celulares.

    O mundo está inundado por dinheiro e os países centrais estão pagando juros negativos. Na procura de bons investimentos, o Brasil virou a bola da vez. A razão não está no fato do Brasil voltar a crescer muito nos próximos anos, mas na recuperação dos preços das empresas aos níveis antes da crise de 2008. É o efeito da compra na baixa. Primeiro as empresas brasileiras vão ocupar a grande capacidade ociosa, pagar as dívidas e só depois voltam a pensar em novos investimentos. Até o final de 2018 não virá ganho em produtividade, mas a recuperação do tempo perdido em 2015-2016.

    A história é diferente na terra do Trump. Os preços da empresas já voltaram aos níveis de 2008 e agora ensaiam a recuperação da inflação no período. Aumento de produtividade que é bom foi apenas 1% até agora.

    O ovo de Colombo de Trump é aumentar a produtividade, sem a qual o PIB não vai avançar. A redução drástica de impostos vai aumentar o lucro das empresas, o que pode gerar uma recompra de ações, sem aumento de investimento em produtividade. A situação pode piorar se os investimentos em infraestrutura não forem focados na cadeia produtiva. Se aumentar a estrondosa dívida pública (100% do PIB), sem aumento de produtividade, Trump joga os EUA em uma recessão a lá Dilma.

    O Brasil pode ganhar nos dois cenários do Trumpnomics, e para isso basta copiar os chineses. Brasil deveria aumentar urgentemente o mercado externo com os EUA, se colocando como uma alternativa para parte das importações da China e do México. O dinheiro arrecadado poderia ser canalizado para aumentar a produtividade da indústria brasileira.

    Se Trump conseguir aumentar a produtividade dos EUA, o Brasil poderá vender ainda mais para os EUA.

    Se Trump fracassar, isso só vai acontecer em 2019, o Brasil já terá aumentado as suas reservas e posicionado a indústria para melhor competir em outros mercados.

    Gil Lúcio Almeida, PhD