Ações lideram investimentos em fundos pela primeira vez em 2019

Fundos de investimentos tiveram captação líquida de R$ 191 bilhões no ano, sendo que quase metade foi para fundos que investem na bolsa de valores

São Paulo – As ações foram a estrela da indústria de fundos em 2019. De acordo com balanço da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), 45% de todo a captação líquida de fundos de investimentos no ano veio de fundos que investem em ações.

Em 2019, a captação líquida total dos fundos de investimentos no Brasil – a diferença entre tudo o que foi aplicado e o que foi resgatado – foi de 191,5, bilhões de reais, mais do que o dobro registrado no ano anterior.

Entre os fundos de ações, a captação líquida somou 86,2 bilhões de reais, ou praticamente o triplo do resultado do ano passado (29 bilhões de reais). Foi também o melhor resultado da categoria, em termos nominais (sem considerar a inflação), desde pelo menos 2006, quando tem início a série da Anbima. O saldo dos investimentos em fundos de ações só voltou a ficar positivo em 2017, depois de três anos, entre 2014 e 2016, tendo mais saídas que entrada de capital.

O segundo melhor desempenho de 2019 veio dos fundos multimercados, veículos que podem aplicar em diversos tipos de atvos, desde renda fixa até ações e moedas. O saldo de aportes da classe foi de 66,8 bilhões no ano, alta de 37% antes 2018.

Na outra ponta, os fundos tradicionais de renda fixa, que investem em títulos públicos ou papéis atrelados ao CDI, fecharam 2019 com saída de investidores: o resgate de aplicações superou os aportes em 69,3 bilhões de reais, depois de a captação já ter ficado negativa em 13,2 bilhões de reais em 2018.

Entre as demais categorias classificadas pela Anbima, os FIDC (fundos de direitos creditórios, que investem em crédito de empresas) captaram 50,5 bilhões em 2019 e os fundos de previdência privada receberam 38,4 bilhões de reais a mais. Os Fundos de Inestimentos em Participação (FIP) tiveram captação líquida de 10,4 bilhões de reais e os ETF, que são fundos listados em bolsa que acompanham índices da bolsa de valores, receberam aportes líquidos de 9,3 bilhões de reais.

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