A importância de poupar e investir

De modo geral, os seres humanos são influenciados principalmente pela formação familiar e por traços de personalidade no modo de lidar com o dinheiro. Nesse largo espectro observamos nos seus limites desde o consumista inveterado até o mais convicto avarento.

Em meio a esse leque de posturas, encontramos aqueles que, por várias razões, formam as suas poupanças. Basicamente, as pessoas que poupam o fazem com as seguintes objetivos:

1 – adquirir bens ou custear despesas futuras;

2 – acumular reservas que façam frente a períodos de dificuldades;

3 – garantir uma aposentadoria digna;

4 – abrir um negócio próprio;

5 – obter em algum momento independência financeira;

6 – deixar um legado a seus herdeiros.

O maior ou menor grau de poupança tem a ver com a maior ou menor necessidade de segurança financeira do indivíduo, nunca esquecendo os aspectos psicológicos de cada personalidade, pois poupar significa adiar o potencial consumo atual para o futuro. Quando feita, essa poupança é, grosso modo, canalizada para: aplicações financeiras, compra de ações e imóveis, abertura de um negócio próprio, apenas para ficar em alguns exemplos.

Enquanto a poupança de recursos é muito mais importante nos primeiros anos de construção do patrimônio pessoal, com o passar dos anos investir corretamente assume papel primordial. O rendimento real gerado pelos investimentos é o que fornecerá o sustento, já que a capacidade de poupança, em atividades produtivas, tende a diminuir na terceira idade, quando a pessoa, em geral, pára de trabalhar.

Quando mais cedo o indivíduo começar a poupar (no mínimo 10% da renda) e investir corretamente, mais rapidamente os objetivos traçados serão alcançados. É comum ouvirmos pessoas alegando não terem condições de poupar, por terem baixa renda. O que observamos é que a capacidade de poupar está diretamente ligada à disciplina e a aspectos psicológicos de cada personalidade. Na prática, encontramos poupadores e consumidores inveterados desde o empregado mais humilde até o os mais bem remunerados, não sendo o nível de renda o fator determinante.

Outro ponto importante é investir diversificando e assumindo níveis adequados e saudáveis de risco. Estudos realizados no mundo inteiro demonstram que o tão assustador investimento em ações supera em rendimento todos os outros investimentos tradicionais no longo prazo, embora apresente maior volatilidade (oscilação). Não investir uma parcela do patrimônio no mercado acionário significa desprezar uma receita adicional significativa, em nome de um discutível “conservadorismo”. O indivíduo que assim agir, no longo prazo, terá obtido um patrimônio menor e alcançará seus objetivos financeiros em prazos bem mais longos.

Em linhas gerais, pode-se afirmar que a poupança forçada desde o início da vida profissional e a aplicação desses recursos seguindo as boas técnicas de investimento, assumindo algum risco calculado e diversificado, é o melhor modo de garantir um equilíbrio financeiro no futuro e evitar surpresas desagradáveis.

*Fabio Colombo é administrador de investimentos – facolom@terra.com.br