6 dicas para gastar menos ao mobiliar sua casa pela 1ª vez

Com um pouco de planejamento e criatividade, o desafio de mobiliar uma casa pode se ajustar ao bolso

São Paulo – Imóveis e orçamentos são pequenos para caber cama, armário, geladeira, fogão, microondas, sofá… Ufa, a lista parece não ter fim. Mas com um pouco de planejamento e criatividade, o desafio de mobiliar uma casa pode se ajustar ao bolso e ainda ser prazeroso.

“Tenha em mente que o novo espaço é um ninho depois que você sai do útero, a casa dos pais”, compara a designer de interiores Letícia Laurin Almeida, mestre em psicologia. Mesmo se a grana for curta nessa fase da vida, dá para seguir em frente com a casa nova ajustando o orçamento aqui e ali.

Veja a seguir dicas de arquitetas e designers de interiores para mobiliar sua primeira casa com menos sacrifício:

1. Planeje o espaço antes de sair às compras

Não adianta gastar um dinheirão ao comprar um sofá gigante amarelo por impulso. “Seguidamente me deparo com gente que compra um sofá que ocupa a sala inteira e depois se arrepende”, conta Letícia.

Começe medindo o espaço que você tem e desenhando, mentalmente ou no papel, a disposição dos itens da casa. Isso evita ter gastos desnecessários e comprar móveis que você não precisa.

2. Faça uma lista e pesquise preços

O passo seguinte é fazer uma lista de tudo que você precisa comprar e eleger prioridades, que podem ser diferentes conforme os seus hábitos e desejos. Para se mudar, o mínimo essencial é ter cama, geladeira, fogão e uma bancada ou mesa para fazer refeções.

Em seguida, pesquise preços para ter uma ideia de quanto você irá gastar por item e no total. “A internet é uma ferramenta poderosa para isso. Sem conhecer fornecedores e marcas, esse processo pode se tornar insano sem ela”, orienta Letícia.

Alguns sites oferecem serviço de comparação de preços de eletrodomésticos e móveis, como o Buscapé, o Zoom e o Compare Preços

3. Inclua em sua pesquisa o preço do frete e da montagem

Sites de grandes lojas populares, que reúnem marcas diferentes, têm se tornado imbatíveis em preço em relação às lojas físicas, segundo Letícia. Para a designer de interiores, só vale a pena comprar móveis e eletrodomésticos pessoalmente nas lojas quando você vai adquirir muitos itens de uma vez e pode tentar negociar descontos com o gerente (confira dez dicas de negociação para obter bons descontos em compras).

Para decidir onde fazer suas compras, lembre-se também de conferir o preço do frete, que pode fazer bastante diferença no valor final dos produtos. Outro ponto para ficar atento é a montagem. Em várias lojas, a montagem ou instalação não está incluída no preço e você precisará contratar alguém para montar o produto para você, o que se torna mais um gasto.

4. Faça um cronograma alinhado ao seu orçamento

Com espaço planejado e lista de prioridades e de preços feita, é hora de organizar quando você comprará cada um dos itens. Olhe para o seu orçamento e cruze com a lista de compras para elaborar o cronograma de desembolsos.

“Comprar tudo de uma vez parece ser muito assustador. Se organize para comprar aos poucos. É a ambientação que tem que seguir o orçamento, e não o contrário”, sugere Letícia. Veja 5 dicas para sair da casa dos pais mesmo com pouco dinheiro.

5. Adote móveis usados ou faça-os você mesmo

Itens usados à venda em brechós, feiras, sites e grupos de redes sociais também podem ser uma boa ideia, mas nem sempre. “Muitas vezes, você gasta mais dinheiro para reformá-los do que gastaria em um produto novo”, orienta a arquiteta Juliana de Castro, que trabalha com projetos expressos e econômicos.

Alguns sites pdem ajudar você nessa tarefa, como o Enjoei, o Market Decor e o Mercado Livre.

Móveis prontos costumam ser mais baratos do que os feitos sob medida, a não ser que você mesmo coloque a mão na massa. Com caixas de feira e pallets, aqueles estrados de madeira para carregar materiais de construção ou frutas, você pode montar prateleiras, mesas, sofás e até camas.

6. Pintura e iluminação não são caras e fazem toda a diferença

Você não quer que sua casa tenha só itens baratos, mas, principalmente, que ela seja aconchegante. Uma boa forma de tornar o ambiente agradável e não gastar tanto é investir nas cores e na iluminação. “A casa começa a ter porte e força”, sugere a designer Antonia Mendes, responsável pela Casa Narcizo.

Para a pintura, uma dica é usar uma tinta branca de segunda linha no fundo, para poder economizar no acabamento com a tinta especial na última camada.