4 dicas para fugir de enrolações ao levar o carro na oficina

Especialistas dão dicas para fugir de mecânicos que enrolam o proprietário e diagnosticam uma série de problemas no veículo

Ao levar o carro a uma oficina ou autocenter para fazer alinhamento e balanceamento, em geral na promoção, você recebeu uma lista de reparos que quase o condena. É tanto defeito que não dá nem para saber como o veículo chegou inteiro ao elevador. Como ter certeza de que é tudo conversa mole?

Pedimos a opinião de dois especialistas para livrá-lo desse mal de uma vez por todas: Francisco Satkunas, diretor da SAE Brasil (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade), e Silvio Ricardo Candido. diretor do Sindirepa-SP.

Pergunte quanto tempo dá para rodar com o carro como está

Uma empurroterapia bem aplicada conta não só com o desconhecimento do cliente, mas também com o fator tempo e a ansiedade do dono do carro. Se o defeito não for caso de vida ou morte, dá para levar seu veículo ao mecânico de confiança.

“Existe hoje um esforço para transformar os mecânicos em vendedores. Eles ganham um fixo mais comissão pelas peças que ajudam a vender”, diz Satkunas.

Avise que vai levar a peça gasta ou avariada

O padrão dos “empurroterapeutas” é instalar a peça nova e sumir com a anterior. Se você pede para levá-la embora, a chance de cair em golpe é bem reduzida.

“Eles ficam com medo de que o cliente leve a peça usada a alguém de confiança e depois voltem exigindo a devolução do dinheiro. Nesse caso, preferem evitar a dor de cabeça”, diz Satkunas.

Outra boa pedida é pedir para conversar com o supervisor da oficina para pedir uma segunda opinião. Isso costuma desmotivar quem age mais interessado na venda do que no cliente.

Desconfie de orçamentos longos

Sintoma clássico da empurroterapia é uma lista com muitos consertos. Se seu carro passa sempre por manutenção preventiva, não há motivos para que tenha defeitos demais.

“Um veículo com acompanhamento constante tem custo de manutenção em torno de R$ 0,09 a R$ 0,12 por quilômetro rodado. O carro que para na oficina só após dar defeito custa R$ 0,32. Ou seja, é três vezes mais caro remediar do que prevenir”, diz Candido.

Tenha um mecânico de confiança

Você não tem obrigação de conhecer seu automóvel de trás para a frente, mas precisa saber em quem confiar numa emergência. É o profissional que, por exemplo, ouvirá o diagnóstico por telefone e garantirá que o veículo pode sair do autocenter sem o risco de uma quebra iminente.

Comentários

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  1. felipe araujo

    Bom dia, matéria sendo feita por quem não entende do assunto, mais confunde do que ajuda, vamos lá primeira dica:
    “Pergunte quanto tempo dá para rodar com o carro como está”, se uma peça nova vem com 03 meses de garantia do fabricante, demonstra que até mesmo a peça nova pode vir acontecer algum defeito, imagina então a peça danificada, como poderia o mecânico colocar um prazo.
    “Avise que vai levar a peça gasta ou avariada” , imagine uma oficina mecânica, com uma média de 10 carros por dia, tem mais peça gasta ou avariada do que nova, imagine um leigo pegando seu cilindro mestre avariado ou sua junta do cabeçote ou sua bieleta gasta, como poderia o mesmo confirmar que é do seu veiculo.
    “Desconfie de orçamentos longos”, então se em vez de alinhamento + balanceamento + cambagem, ele colocar no orçamento geometria completa ficou mais honesto ??????????????.
    “Tenha um mecânico de confiança”, ufaaaaaaaaaaaaaaaaa até que enfim, isso resume praticamente todo o resto da matéria, sem confiança não terá orçamento, peça gasta, ou tempo de rodagem que resolva, fora disso só um amigo pode ajudar, o GOOGLE, pesquise, confira preços, imagens da peça, o profissional vendo que você sabe qual é a peça, o valor de mercado, com certeza ficara com um pé atrás em engana-lo, abraços.