Prevenção como remédio: empresas investem em conscientização

Cada vez mais, companhias brasileiras instituem novos programas para informar seus funcionários sobre os riscos do câncer

Em dois anos, mais de 1 milhão de novos casos de câncer devem ser registrados no Brasil, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Somente em 2018, cerca de 580 000 pessoas serão diagnosticadas com a doença.

Parte está relacionada a hábitos prejudiciais à saúde: de cada dez novos casos de câncer três podem ser atribuídos ao estilo de vida do paciente. Essa constatação tem levado empresas a instituir programas de conscientização sobre a enfermidade.

Exemplo disso é a Unilever. Há mais de dois anos, a companhia atua em parceria com o A.C.Camargo Cancer Center em ações de prevenção e controle do câncer. Por meio dessa iniciativa, a empresa realiza campanhas em suas fábricas que alertam sobre os riscos da doença. Também desenvolve atividades a fim de estimular os colaboradores a levarem uma vida saudável.

“O impacto é muito abrangente, pois também atinge a família dos funcionários”, diz Zelia Martini, coordenadora do programa de prevenção ao câncer na Unilever.

Um bom resultado das ações de prevenção ao câncer, no entanto, depende da adoção de uma estratégia feita sob medida para cada tipo de companhia. Nesse sentido, o A.C.Camargo Cancer Center mantém e oferece uma estrutura de profissionais e ferramentas para auxiliar as empresas, de qualquer porte, a definirem o melhor plano.

“Além das campanhas de prevenção, estamos junto às empresas em toda a jornada dos seus colaboradores com câncer, do diagnóstico ao tratamento e à reabilitação”, diz Marcos Cunha, superintendente de negócios do A.C.Camargo.

Assim como a Unilever, a Volkswagen também atua em parceria com o A.C. Camargo. Na empresa alemã, a promoção da saúde é encarada de forma ampla, focando o bem-estar. A lógica é que profissionais satisfeitos se alimentam melhor, fazem mais exercícios físicos e, portanto, adoecem menos.

“Promover a saúde também envolve garantir a qualidade de vida e o bem-estar deles”, afirma a dra. Daniela Villahermosa, gestora de saúde ocupacional da companhia.