Visão global: o peso dos emergentes no comércio de serviços

As exportações de serviços eram quase uma exclusividade dos países ricos, mas os emergentes vêm roubando uma parte significativa desse mercado

São Paulo – Quando se diz que os países emergentes estão cada vez mais integrados ao comércio mundial, é comum ouvir falar do modelo industrial da China, do México ou de países da Europa Oriental. Com uma mão de obra barata, esses países atraíram grandes fábricas por décadas e se tornaram importantes exportadores de produtos manufaturados para o mundo. No entanto, os países emergentes também vêm ganhando participação em outro tipo de troca: o comércio de serviços. Isso inclui as vendas em setores como turismo, finanças e tecnologia da informação — áreas que empregam mão de obra qualificada.

Por causa dessa característica, as exportações de serviços eram quase uma exclusividade dos países ricos, mas os emergentes vêm roubando uma parte significativa desse mercado. Atualmente, 25% das exportações de serviços no mundo são feitas por países emergentes — nos anos 80, eram 15%. Os números fazem parte de um estudo recente do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), que analisou dados de 192 países.

O ganho é maior nos segmentos considerados de baixo e médio valor, como turismo, transporte, eventos culturais e tecnologia da informação. Já os serviços de alto valor (finanças, seguros e propriedade intelectual) continuam sendo dominados pelos países ricos. Para que os emergentes consigam quebrar essa outra barreira, o IIF afirma que eles precisam investir mais em infraestrutura e em educação. Aqueles que tiverem êxito serão os grandes vencedores no comércio mundial de serviços.

 (Adaptação: Rodrigo Sanches/EXAME)