Especial – Um Brasil mais educado

Num momento propício a mudanças, o Brasil pode avançar na educação e deixar para trás os números vergonhosos obtidos em testes internacionais como o Pisa

Em 2015, meio milhão de estudantes de 15 anos, representando 28 milhões de jovens de 72 países, submeteram-se ao Pisa, bateria de testes promovida pela OCDE, o clube dos países ricos, para avaliar o aprendizado em matemática, leitura e ciências. No Brasil, cerca de 23.000 alunos de escolas públicas e privadas fizeram o exame e atestaram, mais uma vez, a estagnação da qualidade de nossa educação.

Em quase 20 anos em que a prova é aplicada, as razões para o atraso do país são sistematicamente apontadas. A carreira de professor é pouco valorizada, o currículo é desfocado, a gestão escolar é ruim, entre outros aspectos que condenam os brasileiros a uma formação ruim e que, mais tarde, é capturada pelos indicadores de produtividade do trabalho. Mas, conforme esta edição especial de EXAME mostra nas páginas a seguir, não faltam exemplos para indicar que é possível mudar rapidamente o cenário da educação.

Em maio, 19.000 alunos de 661 escolas no Brasil prestaram uma nova prova do Pisa, cujos resultados serão divulgados em 2019. Ninguém espera uma melhora substancial, mas a apresentação desses dados coincidirá com o fim do primeiro ano de mandato do novo presidente da República. O momento é propício para mudanças efetivas. Que o próximo resultado do Pisa seja o último do qual os brasileiros sentirão vergonha.

ESPECIAL EDUCAÇÃO

(conteúdo exclusivo para assinantes da revista, do site e do aplicativo EXAME)

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