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Executivos decidiram tomar uma atitude diante do fato de que quase não havia negros entre os 250 funcionários da J. Walter Thompson

Em agosto de 2016, dois executivos da agência de publicidade J. Walter Thompson — Ricardo John, então vice-presidente de criação, e Andrea Assef, diretora de comunicação — decidiram tomar uma atitude diante do fato de que quase não havia negros entre os 250 funcionários da empresa.

Para reduzir a desproporção, a dupla, junto com o presidente na época, buscou exemplos dentro e fora do setor. Foi preciso aprender como e com quem falar para alcançar candidatos à contratação. “Todos os funcionários passaram a aprender sobre o tema e uma meta foi estabelecida”, diz Andrea. Não há cota, mas naquele momento ficou acertado que 20% do quadro geral de funcionários deveria ser composto de pretos e pardos até 2020.

Quando o programa começou de fato, em junho de 2017, a parcela de negros era de apenas 3%. Um primeiro programa de estágio foi estruturado para a contratação de dez jovens negros.

De lá para cá, para todos os cargos anunciados existe uma regra: eles são também compartilhados com a consultoria EmpregueAfro, apresentada por Raphaella Martins, na época gerente de contas da agência. Hoje a J. Walter Thompson tem 24 estagiários negros e 12 efetivos.

Com a fusão global com a Wunderman, há dois meses, o total de funcionários dobrou. “O desafio ficou maior, mas nossa meta percentual continua a mesma”, diz Pedro Reiss, presidente da Wunderman Thompson.

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