Rocinha Tour

Há oito anos, a guia turística carioca Bela Catarina Seabra faturou algum dinheiro transportando em seu jipe grupos de visitantes estrangeiros que estiveram no Rio de Janeiro para participar da ECO 92.

Durante um bom tempo, com o sucesso da experiência, ela continuou com os passeios para reforçar seus rendimentos. “Em um carro aberto você sente quando entra na floresta”, diz Bela. “Vem um cheiro de jaca forte, muda o clima.” Há três anos, com o crescimento do turismo no Rio, ela e mais um sócio resolveram investir seriamente no negócio.

Montaram uma empresa, compraram jipes antigos do Exército e contrataram guias. Hoje, a Jeep Tour chega a transportar 1 400 pessoas por mês em 26 jipes. O faturamento mensal quadruplicou de 15 000 para 60 000 reais.

Com clientes como Coca-Cola, Faber Castell e Citibank, a empresa de Bela tem passeios agendados até outubro de 2002. Uma das rotas de maior sucesso é a da favela da Rocinha. Mas não é perigoso? “Não, os moradores vêem a chegada de turistas como uma boa oportunidade de ganhar dinheiro”, diz Bela.

No alto do morro, por exemplo, um vendedor de verduras cobra 1 real de cada turista que quiser subir na laje de seu estabelecimento para melhor apreciar a vista. “O turista gosta de ver a cidade e entender o dia-a-dia da favela”, afirma Bela.