A operadora Oi encara o difícil esforço para se recuperar

Depois de anos no vermelho, a operadora OI registra um lucro de 6,5 bilhões de dólares. Mas o trabalho para se reerguer está longe de terminar

Em meados de 2016, a operadora Oi entrou com o maior pedido de recuperação judicial até então feito no país, com uma dívida de cerca de 65 bilhões de reais. Naquele ano, a empresa fechou com um prejuízo, em valores atuais, de quase 2,3 bilhões de dólares. O ano de 2017 foi mais um que fechou no vermelho, com prejuízo de 1,6 bilhão de dólares. Em 2018, porém, a surpresa: lucro de 6,5 bilhões de dólares — a maior virada na última linha do balanço entre as 500 maiores empresas do país.

O resultado se deveu à renegociação das dívidas com 55.000 credores, permitindo à empresa executar ações de melhoria operacional, como corte de gastos e criação de novas ofertas. “Um ano e meio depois da renegociação da dívida, a Oi é outra empresa”, diz Eurico Teles, presidente da operadora. A situação, contudo, está longe de ser confortável. Os balanços dos dois últimos trimestres mostraram queda na receita. Para ganhar fôlego, a Oi planeja vender ativos não essenciais, como imóveis.


35 bilhões de reais foi o valor que a oi conseguiu reduzir de sua dívida desde que entrou em recuperação judicial há três anos. Esse montante é superior ao PIB de estados como Acre, Amapá e Tocantins.


363.000 quilômetros é o total da rede de fibra óptica da OI, uma extensão correspondente a nove voltas ao redor da Terra. A meta da operadora é, até o fim deste ano, atender 34 milhões de pessoas com sua rede de internet de banda larga.


6,1 bilhões de reais foi o valor investido pela OI em 2018, 5,5% superior ao obtido no ano anterior. Para este ano, a operadora prevê investir 7 bilhões de reais. O plano da Oi é reerguer-se apoiada na expansão da cobertura de redes 4G e 4,5G e na chegada da rede 5G ao Brasil. Por isso, tem focado os investimentos na ampliação da infraestrutura de fibra óptica.