No Norte, construtoras puxam freio de mão para lançamentos

Além de os preços dos imóveis terem caído por causa da economia fraca e dos descontos, prevaleceram vendas de apartamentos econômicos

A Região Norte viveu mais um ano ruim para o setor imobiliário em 2017. Em Manaus só houve três lançamentos durante o ano inteiro. Como o número de novos empreendimentos vem sendo reduzido há três anos, a maior parte vendida foi de unidades prontas ou em fase avançada de construção. Não foi o suficiente para salvar o ano. “Apesar de termos vendido um número maior de unidades em 2017, o resultado financeiro foi menor”, diz Frank Souza, presidente do sindicato da construção do estado, o Sinduscon. Além de os preços dos imóveis terem caído por causa da economia fraca e dos descontos oferecidos pelas construtoras, de até 20%, prevaleceram as vendas de apartamentos econômicos, com valor inferior a 190.000 reais. Em Palmas, capital do Tocantins, os dois únicos lançamentos do ano passado foram de apartamentos de 300 000 reais. “As empresas venderam com preços de 2014, pois não estão conseguindo repassar a inflação”, diz Fernando Rezende, presidente do sindicato da habitação local, o Secovi.

Em Belém, as vendas de imóveis caíram quase 40% em 2017. “O ano foi péssimo, e muitas construtoras ainda enfrentam problemas financeiros”, afirma José Nazareno Nogueira Lima, presidente do Secovi do Pará. Desde 2015, algumas empresas entraram em recuperação judicial e houve atrasos na entrega de empreendimentos. “Este ano ainda será de venda de estoques. Novos lançamentos só deverão ocorrer em 2019”, diz Claudio Hermolin, presidente da rede Brasil Brokers.


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MAPA DE IMÓVEIS USADOS

Bairros por faixa de preço médio do metro quadrado, em reais

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