Como fazer — Serasa Experian vai atrás do espírito da garagem

A missão era criar novos produtos, inclusive opções específicas para os clientes. Como? Num ambiente que parece uma garagem

Para diversificar os negócios, até então concentrados em análise de crédito, o comando da Serasa Experian foi buscar uma estratégia de inovação desenvolvida com sucesso em sua matriz britânica há oito anos. O primeiro passo, em 2016, foi a montagem de uma equipe de 20 profissionais, tais como físicos, matemáticos e engenheiros. Em setembro do ano passado, o time começou a trabalhar num escritório separado da sede, em São Paulo. Chamado de DataLab, ele se assemelha ao ambiente de empresas de tecnologia, como Google e Facebook. A missão ali é criar produtos, inclusive opções específicas para os clientes.

Com o novo espaço, a Serasa Experian mais que dobrou a capacidade de receber funcionários de empresas clientes para imersões de pesquisa e desenvolvimento conjunto que duram até quatro meses. Por enquanto, o laboratório tem dois produtos no mercado que já cobrem seus custos operacionais. Um deles é o Polis, software de geolocalização capaz de prever demandas e avaliar riscos. “Nem todos os grupos de trabalho vão obter um produto novo, e isso ocorre em qualquer frente de inovação disruptiva”, diz o físico Marcelo Pimenta, diretor do DataLab. “Mas os resultados mostram que o que dá certo compensa todas as tentativas anteriores.”

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