Mercado imobiliário no Rio pode piorar antes de melhorar

A previsão dos analistas é que a recuperação, em contraste com outras regiões brasileiras, não aconteça antes de 2021.

O Rio de Janeiro é um dos estados mais atrasados na retomada do mercado imobiliário residencial. A previsão dos analistas é que a recuperação, em contraste com outras regiões brasileiras, não aconteça antes de 2021. A crise econômica, agravada pela situação fiscal do estado, tornou-se mais intensa pela forte dependência da economia local do setor de óleo e gás — que, após um período de severa baixa, sinaliza uma retomada, mas ainda lenta. Esse cenário acentuou a queda dos preços dos imóveis no estado.

Um levantamento da Fipe aponta que o valor do metro quadrado dos imóveis usados na capital fluminense caiu 4,4% entre dezembro de 2016 e dezembro de 2017. A situação também é complicada em outras cidades do estado. Em Niterói, a redução foi de 3,4%. Em Macaé, de 6,2%. “O panorama no Rio de Janeiro ainda deve piorar”, afirma Lucas Buscarioli Stefanini, responsável pela área de fundos imobiliários na gestora Guide Investimentos. “A proporção de imóveis vagos está em torno de 45%, enquanto em São Paulo esse índice é de 22%.”

Um dos problemas é que os estoques ainda estão muito altos em alguns bairros, como Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes. “Há muitos empreendimentos de médio e alto padrão, com unidades relativamente caras para a média da população”, diz Guilherme Bueno Netto, sócio da RBR Asset, gestora de ativos especializada no mercado imobiliário. Para acelerar a recuperação, as imobiliárias no Rio de Janeiro apostam no segmento de imóveis compactos. A expectativa é que dois projetos de lei que pretendem alterar o código de obras e a lei de uso e ocupação de solo sejam aprovados na Câmara Municipal. Desde o fim da década de 70, imóveis residenciais na zona sul da cidade devem ter, no mínimo, 60 metros quadrados de área útil (em outras áreas, o mínimo varia de 30 a 50 metros quadrados). “Essa metragem mínima exclui uma parte da população do acesso a moradia digna com preço acessível, empurrando os moradores para áreas sem infraestrutura”, afirma o arquiteto Afonso Kuenerz.


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