Cigarro: como a redução de impostos pode aumentar a arrecadação

Para reduzir o consumo de tabaco e arrecadar mais, o governo elevou os impostos. Resultado: produção oficial caiu e o contrabando cresceu

REDUÇÃO DE IMPOSTOS

A carga tributária alta não é um problema apenas pelo custo e pela complexidade: quanto maiores as taxas, mais avançam os produtos contrabandeados no mercado. Um estudo do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras mostra como a redução de impostos pode trazer ganhos nessa seara. Em 2005, uma lei baixou as taxas sobre produtos de informática. Os preços encolheram e minaram o mercado ilegal: as apreensões de pirataria caíram 70% de 2005 a 2016. No mercado de cigarros, ocorre o oposto. Para reduzir o consumo de tabaco e arrecadar mais, o governo elevou os impostos. O resultado foi que a produção oficial caiu e o contrabando de cigarros cresceu. Hoje, 45% das vendas são de produtos ilegais. Segundo o estudo, a criação de uma nova categoria de cigarros, com menos impostos, concorreria com produtos falsificados e poderia aumentar a própria arrecadação de tributos, dos 13 bilhões de reais, em 2016, para 18 bilhões, num prazo de três anos.

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STARTUPS

O MAPA DA DISRUPÇÃO NO BRASIL

Pessoas testam óculos de realidade virtual em São Paulo: o país tem startups que podem revolucionar negócios | Eduardo Anizelli/Folhapress

Uma pesquisa da aceleradora de startups Liga Ventures, em parceria com a Intel e a Tivit, analisou um banco de dados com mais de 7 500 startups brasileiras e concluiu que 193 delas estão desenvolvendo as chamadas tecnologias emergentes, aquelas que poderão revolucionar modelos de negócios em até dez anos. Estão nesse grupo inovações como as criptomoedas e a inteligência artificial. Elas podem ser aplicadas em diversas áreas da economia, como a Horus Aeronaves, que usa drones no agronegócio; a OriginalMy, que desenvolve a tecnologia blockchain para serviços financeiros; e a Neoway, que faz análise de dados para o varejo. Segundo o estudo, 45% das startups de tecnologias emergentes estão focadas nos segmentos de internet das coisas e análise de dados. Dois terços dessas startups surgiram de 2014 para cá.

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FUSÕES E AQUISIÇÕES

BONANÇA DEPOIS DA TEMPESTADE

Após uma queda aos níveis de meados da década passada em 2016, os negócios de fusão e aquisição de empresas voltaram a ganhar força no Brasil. É a conclusão de um levantamento da consultoria PwC, que analisou as operações feitas até agosto deste ano. Houve crescimento de 7% no número de negócios na comparação de -janeiro a agosto de 2017 com o mesmo período do ano passado. De 2010 a 2015, depois de ter obtido o grau de investimento das agências de classificação de risco, o Brasil passou pela sua melhor fase de compra e venda de empresas. Em 2016, o mercado minguou. A expectativa da consultoria é que 2017 feche com 650 transações. É uma -retomada em relação ao ano passado, quando foram rea-lizadas 597 operações, mas ainda longe das 897 de 2014 — ano do recorde histórico. “O mercado de fusões e aquisições está recuperando o ritmo. Em um ou dois anos, podemos voltar aos nossos melhores tempos”, diz Rogério Gollo, sócio da PwC.

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