Visão Global | Empregos em alta, mas não para todos

Apesar da robustez da economia americana, a prosperidade não está chegando a todos os segmentos de trabalhadores

Poucas economias desenvolvidas têm um mercado de trabalho tão próspero quanto os Estados Unidos. A última vez que o país registrou uma retração mensal no número de empregos foi há nove anos. E, mesmo com uma taxa de desemprego tão baixa, de 3,6% da população ativa, as empresas do país continuam criando vagas. Só no mês de janeiro, foram gerados 225.000 novos postos de trabalho, um resultado acima da estimativa dos analistas econômicos. Entretanto, nem todos os segmentos da economia estão sendo beneficiados por esses ganhos. A indústria, por exemplo, perdeu 12.000 vagas em janeiro. As empresas de varejo e de utilidades públicas também tiveram redução de empregos. A queda é compensada por outros segmentos, como educação e saúde, construção e lazer e hospitalidade. Juntas, as três áreas geraram 152.000 vagas em janeiro, 67% do total.  Os novos números evidenciam que, apesar da robustez da economia americana, a prosperidade não está chegando a todos os segmentos de trabalhadores.


PAÍSES EMERGENTES

A NATUREZA IMPORTA PARA A ECONOMIA

Agricultores na Índia: a crise do clima ameaça boa parte do PIB indiano | STR/NurPhoto / Getty Images

A proteção do meio ambiente é cada vez mais relevante para o bem da economia global. Um estudo recente do Fórum Econômico Mundial revelou que mais da metade do PIB mundial (ou 44 trilhões de dólares) está ligada a 163 atividades que são alta ou moderadamente dependentes da natureza. Construção civil, agricultura e indústria de alimentos são os segmentos mais expostos a perdas. Quanto aos países, a análise mostrou que os emergentes são os que mais têm a perder com a crise do clima, como Índia, Indonésia, países da África e China.


AMÉRICA DO SUL

O CARRO AINDA É UM SONHO DE CONSUMO

Trânsito na Colômbia: os colombianos enxergam o carro como símbolo de status | Juergen Ritterbach/AGB Photo

A economia compartilhada chegou com tudo à mobilidade, e os aplicativos de aluguel de bicicletas, patinetes e que conectam pessoas a motoristas particulares são parte do dia a dia das grandes cidades na América do Sul. As mudanças de comportamento trazidas por esses serviços, no entanto, não reduziram a vontade de comprar um carro no Brasil, na Argentina, na Colômbia e no Chile. De acordo com um estudo da consultoria Bain & Company, entre 60% e 70% dos entrevistados na região são donos de um automóvel. Entre os que não têm carro, de 70% a 80% pretendem adquirir um veículo nos próximos três meses. Curiosamente, o carro não é o meio de transporte predominante em nenhum desses países, e sim o ônibus — ou a caminhada. Na percepção de 50% dos entrevistados da América do Sul, o carro é um sinal de status. Na Colômbia, 43% concordam com a afirmação. No Brasil, a proporção é de 40%. O Chile é o país que menos concorda com isso (31%).