Dados e Ideias | Desenvolvidos e desconfiados

Metade dos americanos, japoneses e alemães ainda mostra desconfiança em relação à segurança dos carros sem motorista, mostra estudo

A corrida pelo desenvolvimento de carros autônomos vem colocando frente a frente montadoras tradicionais e gigantes da tecnologia como Google e Uber, além da montadora Tesla, do empresário Elon Musk. Mas, se depender da vontade e da confiança dos consumidores, especialmente dos países mais ricos, a tecnologia deve demorar a pegar.

Conforme aponta um estudo da consultoria Deloitte, praticamente metade dos americanos, japoneses e alemães ainda mostra desconfiança em relação à segurança de se locomover em um carro sem motorista. Em nações emergentes, a situação é diferente. México, China e Brasil são os países em que o otimismo com o avanço dos carros autônomos é maior. “Os testes com esse tipo de carro são mais comuns nos países ricos. Por isso, nesses lugares, é maior a probabilidade de ocorrer acidentes que ganham as manchetes”, diz Reynaldo Saad, sócio da Deloitte Brasil. “Por aqui, ainda são feitos poucos testes, e as pessoas mostram maior confiança.” Os brasileiros, no entanto, defendem uma adoção da tecnologia de forma controlada: para 44% dos entrevistados pela Deloitte, os automóveis sem motorista devem circular apenas em horários e áreas restritos.

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BANCOS

MUDAR PARA SOBREVIVER

Sede do Nubank, em São Paulo: a fintech foi a primeira startup brasileira a atingir um valor de mercado de 10 bilhões de dólares | Germano Lüders

Para não ficar para trás diante do avanço dos bancos digitais, como o Nubank, que alcançou 10 bilhões de dólares em valor de mercado, as instituições tradicionais estão se mexendo. Mas nem todas. Segundo um estudo realizado pela empresa Cognizant, especializada em tecnologia, os bancos entenderam o poder da concorrência das fintechs, mas três em cada dez ainda não utilizam serviços de instituições digitais em suas plataformas. Além disso, metade deles não tem programas de aceleração para ajudar a desenvolver startups e novos serviços. Isso pode significar o fechamento de diversas instituições no futuro, de acordo com Alexis Machado, diretor da área na Cognizant. “Para sobreviver, as instituições financeiras precisam incorporar essas novas tecnologias”, ele afirma.